• Silvano Formentin

A Itália em números | Bem viver e cultura

Conheça a Itália de uma forma diferente, olhando seus números


Quando falamos sobre a Itália, logo lembramos da sua história, da sua cultura, culinária, belas cidades, monumentos, e do seu povo, aquele que construiu a Itália que conhecemos.


coliseu em Roma em dia ensolarado

Os imperadores romanos, os grandes artistas do renascimento, os partigiani, os santos, aqueles que fugiram da miséria para recomeçar em outros países; as pessoas comuns, que mesmo não reconhecidas fizeram com que a Itália se tornasse o que é hoje.


pessoas passeando por uma rua italiana

Refletindo um pouco sobre a história da Itália, suas figuras e como ela é hoje, lembrei de um italiano, Leonardo, aquele que adorava números e cálculos. Então resolvi buscar os números da Itália, tive a ideia de ver a Itália pelos olhos de Leonardo da Vinci, de maneira mais profunda e analítica.


Os números nos permitem comparar de forma direta os países e como eles estão se desenvolvendo, além disso nos mostram de forma sublime a cultura de um país e como sua população se comporta.


Um desses números comparativos é o IDH. O IDH mede o grau de desenvolvimento humano dos países, considerando dados como expectativa de vida, educação e o PIB; o índice vai de zero à um; e quanto mais alto, melhor é o desenvolvimento do país.


Em 2019 o IDH da Itália foi de 0,883; ocupando a 29ª posição do ranking. Para você ter ideia, o Brasil ocupa a 79ª posição, com 0,761 de IDH, e os Estados Unidos possuem IDH de 0,920, sendo o 15º do mundo.


Outros índices que vão nos mostrar um pouco mais das consequências da cultura italiana são as posições que a Itália ocupa nos rankings de qualidade de vida e saúde.

A Itália ocupa a 20ª posição do ranking de qualidade de vida e o índice avalia aspectos como saúde, acesso à educação, saneamento básico e poder de compra da população.


senhor e senhora conversando na rua

Dentro do aspecto de saúde, visto no índice de qualidade de vida italiana, podemos analisar as causas de mortalidade, a expectativa de vida da população e o acesso à água e esgoto. Essa análise dá à Itália a segunda posição como país mais saudável do mundo, atrás apenas da Espanha.


A expectativa italiana é de 85 anos para mulheres e 83 para os homens, e em 2017 a Itália era o 2º país com maior número de idosos, perdendo para o Japão. A alta expectativa de vida italiana se dá principalmente por três fatores: sistema de saúde, alimentação balanceada e preocupação com o corpo e a mente.


A Itália possui o SNN, sistema nacional de saúde, com consultas, exames e internações com custo baixo para que a população tenha amplo acesso. Assim muitas pessoas tem possibilidade de se cuidarem e envelhecer com uma qualidade de vida melhor.


Podemos conhecer a Itália como o país da massa, mas a alimentação italiana vai muito além do macarrão e da lasanha. Os italianos costumam seguir uma dieta mediterrânea, baseada em alimentos frescos e naturais como frutas, legumes, cereais, azeite de oliva e peixes. Sem contar que muitas pessoas preparam sua própria massa, com ingredientes frescos e sem conservantes.


E quando se fala de massa, a Itália realmente sai na frente nas exportações, em 2018 o país exportou 1,7 toneladas de massas, faturando 2,9 bilhões de dólares. Mas ainda fica muita massa no país, onde estima-se que cada italiano consome em média 26 kg por ano.



Alguns hábitos são preservados pelos italianos mesmo nos dias tão corridos como os atuais. A cultura italiana nos traz uma certa leveza, apreciando aquele momento e vivendo ele com intensidade; ou também o ato não fazer nada.


O “segredo italiano” para tranquilidade é conhecido como dolce far niente, (a doçura de não fazer nada).


Mas não pense que isso é um mantra para ficar parado, o lema italiano está bem longe disso. Os italianos são um povo ativo e mesmo os idosos tem um papel importante na sociedade, não são aqueles “velhinhos” que precisam de ajuda constante. Podemos comparar o dolce far niente italiano ao conhecido carpe diem.


Trabalhe, limpe a casa, mas pare, respire fundo, tome um bom café e veja alguns minutos passarem...


E haja café! Os italianos consomem em média 3,1 xícaras por dia, chegando a quase 6 kg de café anualmente por pessoa. E para dar conta de tantas xícaras por dia, a Itália importa cerca de 9 milhões de sacas de café por ano.


Mas você também pode tomar um bom vinho italiano olhando pela janela, apreciando a paisagem. Vinho não irá faltar quando você conhecer a Itália. O país é o maior produtor do mundo, produzindo 46,6 milhões de hectolitros em 2019.



Esse volume se manteve 15% abaixo da expectativa devido as condições climáticas adversas do país em 2019, que sofreu com geadas durante a primavera e secas no verão. Mesmo sendo o primeiro em produção de vinho, a Itália fica com o 2º lugar em vendas e consumo (43,6 litros por pessoa em um ano), considerando apenas a quantidade de litros.


Os números do consumo italiano não são notáveis apenas quando analisamos as massas, vinhos e cafés. Os queijos e azeites de oliva também mantem a Itália no topo do ranking em produção e consumo.


A Itália contou com uma produção de 175 mil toneladas em 2019 e consumo médio anual de 14 litros de azeite de oliva por pessoa. E 1133 toneladas de queijo produzidas e um consumo médio de 22,9 kg de queijo por ano, quase a mesma quantidade que de massa!


A culinária agrada italianos e todos que conhecem o país, ficando com um terço da despesa dos turistas que conhecem o Bel Paese. E não é deixada de lado na hora das lembrancinhas, 42% dos turistas escolhem um produto típico italianos para levar na mala, como vinho, queijos, azeite de oliva e até os salames acabam sendo “exportados”.


Os números italianos me deixaram muito animado, com eles podemos conhecer um pouco mais da economia, cultura e consumo dos italianos.


Me conta nos comentários o que você achou de conhecer a Itália desta forma numérica e que números italianos você gostaria de conhecer.

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