• Silvano Formentin

Dois lugares na Itália que são reconhecidos como Patrimônio da Humanidade que você precisa conhecer

Que tal conhecer lugares diferente da Itália na sua próxima viagem? Um famoso e outro que poucos turistas têm acesso.



Imagine por um momento como será o planejamento da sua viagem para Itália.

Entre tantas perguntas, uma é frequente: que cidades você pretende conhecer?


Entre aquelas pessoas que estão planejando a viagem, algumas tem na ponta da língua uma cidade que sonha conhecer e outras ainda estão buscando mais informações.

Quem já conhece a Itália e está planejando a próxima viagem costuma buscar por novas cidades entre tantas e tão belas.


O que é comum a todos é sempre a busca por uma cidade ou ponto turístico especial, algo diferente do senso comum.


Pensando nisso, quero te mostrar dois lugares muito especiais: eles são considerados valiosos para todo mundo, sendo reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

O site da UNESCO possui um mapa interativo, no qual o visitante pode navegar por todo globo conhecendo os lugares reconhecidos como Patrimônio da Humanidade.

Você vai se impressionar com a quantidade de marcadores que vai encontrar sobre a Itália.

Clique aqui para acessar o mapa interativo


A Itália é o país que mais possui registros do Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Para você ter ideia, são 54 propriedades registradas e mais 40 na lista de espera para certificação.

Preparado para conhecer duas delas?


Então vamos lá.


Se você chegar na Itália por Milão, nosso primeiro destino é em Milão mesmo, na Igreja e Convento Dominicano de Santa Maria delle Grazie onde foi pintada, na parede do refeitório do convento, “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci.



Esse deslumbrante complexo foi iniciado em 1463 por Guiniforte Solari e posteriormente foi modificado, no final do século XV, por Bramante, um dos mestres do Renascimento.

Na parede norte do refeitório está ela, A última ceia, a obra-prima incomparável pintada entre 1495 e 1497 por Leonardo da Vinci, cujo trabalho anunciava uma nova era na história da arte.


Existem muitas curiosidades envolvendo essa grande obra de arte.

Uma delas é que Leonardo da Vinci retratou o momento imediatamente após Cristo dizer: “Um de vocês me trairá!”. Isso explica a expressão de espanto dos apóstolos.

Eu desenhei essa tela em um quadro e realmente sempre me pareceu que eles estavam um pouco agitados.


Outro fato interessante, e que até me comove, é que durante a segunda guerra mundial, no ano de 1943, o local foi fortemente danificado por um bombardeio, mas a obra permaneceu milagrosamente intacta enquanto as paredes ao seu redor caíram.


O restante do prédio teve que passar por reconstruções e reformas logo após a guerra. Durante esse período a pintura ficou, pasmem, ao ar livre. Imaginem isso sabendo que Leonardo utilizou uma técnica experimental, com pigmentos, gema de ovo e verniz sobre gesso, que não absorve a tinta, ou seja, é uma pintura muito delicada, que hoje recebe cuidados especiais como tratamento da atmosfera do local.


Um sofisticado dispositivo de monitoramento garante que a composição do ar e os níveis de luz e umidade permaneçam dentro dos limites estabelecidos. Até as visitas dos turistas poluem o ambiente e essa poluição pode causar danos. Por isso é permitido a visita de um pequeno grupo de 30 pessoas por vez e é terminantemente proibido tirar fotos da obra.


A igreja e o convento estão constantemente recebendo os cuidados de profissionais especializados em restauração e A Última Ceia recebeu um cuidado especial, uma restauração completa para reavivar as cores que já estavam ocultas. Essa restauração foi um árduo trabalho que durou 20 anos, de 1979 a 1999.


Depois de tanto tempo para realizar essa obra de arte magnífica, o grande Leonardo da Vinci curiosamente nunca quis cobrar pelo trabalho que foi encomendado pelo Duque de Milano Ludovico il Moro.



Agora uma dica muito importante para você que pretende visitar esse local: Não é possível comprar o ingresso na hora. O valor é baixo, 15 euros + 2 euros para reserva, e a visita é extremamente concorrida.


É necessário comprar o ingresso antecipadamente e marcar o dia e o horário da sua visita. Para mais informações ligue para +39 02 92800360 ou visite o site oficial, clicando AQUI.


Bom, agora que você conheceu o primeiro destino da nossa lista de patrimônios mundiais da UNESCO e, claro, visitou outros lugares legais de Milão, como o Duomo, o Castelo, o Estádio e a Igreja de Santo Ambrósio, vamos para o nosso segundo destino: Crespi d’Adda.


Fica a apenas 38 Km de Milão, e você pode chegar a Crespi d’Adda em 40 minutos se for de carro pela rodovia E64. É importante ressaltar que não se pode entrar na cidade de carro, mas há um estacionamento a 500 metros do local.


Nosso destino é uma cidade-empresa, uma cidade inteira construída para abrigar os trabalhadores de uma fábrica têxtil. É um belo exemplo de cidades do século XIX e início do século XX construídas na Europa e na América do Norte, para atender às necessidades dos colaboradores.



Com 85 hectares, o lugar está notavelmente intacto e a fábrica têxtil funcionou de 1920 até 2004, mas agora as mudanças nas condições econômicas e sociais ameaçam a sua sobrevivência.


Imagine, caro leitor, uma cidade inteira desenhada e construída por um empresário e seu filho para dar o máximo de conforto aos seus funcionários.


Tinha igreja, teatro, escola, clínica médica, centro esportivo, banheiros públicos, lavatórios, uma cooperativa de consumo, uma estação de energia hidrelétrica que fornecia energia gratuita aos moradores e até um castelo, que era a residência da família Crespi, família do industrial fundador da cidade Cristoforo Benigno Crespi.


Projetada em 1889 por Silvio Crespi, filho do fundador, e concluída no final da década de 1920, a cidade ofereceu aos funcionários um alto padrão de vida, com moradias multifamiliares, cada uma com seu próprio jardim, e serviços comunitários que estavam à frente do seu tempo.


A cidade inteira era organizada de forma geometricamente regular, cortada pela estrada principal de Capriate. E não pense você que as casas eram todas iguais, elas eram diferentes em estilo, oferecendo uma bela variedade à paisagem urbana.



Como a fábrica funcionou até 2004, conhecer esse lugar é como fazer uma viagem no tempo, pois a cidade permanece intacta, todos os prédios e casas continuam incrivelmente preservados.


Enfim, a vila manteve todos os elementos originais de uma cidade-empresa. E foi justamente por isso, além do seu valor histórico e social, que a UNESCO a reconheceu patrimônio mundial da humanidade em 1995.


O castelo, de 700 metros quadrados, pode sugerir um certo exagero por parte do fundador, mas na verdade Cristoforo Crespi era um verdadeiro filantropo, era como um pai para os seus funcionários e se preocupava muito com o bem-estar de todos.


Tanto que, além do que eu já mencionei acima, a cidade também passou a ter piscina coberta, uma raridade para a época, bombeiros, campo de futebol, pista de corrida e creche. Foi a primeira cidade italiana a ter iluminação pública e, em 1982, foi a primeira a ter linha telefônica privada.


Além de ser patrimônio da humanidade, Crespi d’Adda foi incluída pela Frommer’s na lista dos 10 lugares “diferentes de tudo” que correm o risco de desaparecer.


Crespi d’Adda pertenceu a Família Crespi até 1930 e foi passando por outros proprietários no decorrer do século. Atualmente a cidade é dividida entre pública (município de Capriate San Gervasio), religiosa (Igreja Católica) e privada (moradores).


Se gostou do artigo, lembre-se de comentar e compartilhar com seus amigos, e quando for visitar esses dois lugares incríveis não esqueça de me marcar nas fotos no Instagram.


Arrivederci!

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