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Veneza: conheƧa o destino nunca revelado

  • Foto do escritor: Silvano Formentin
    Silvano Formentin
  • 29 de dez. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 20 de mar. de 2024

A cidade das Ôguas é um lugar único que desperta a imaginação de milhões de pessoas ao redor do mundo. Com seus canais, sua arquitetura deslumbrante e rica história cultural, Veneza é mais do que uma simples cidade; é um tesouro histórico que merece ser explorado.


A fundação de Veneza remonta ao século V, quando comunidades fugindo das invasões bÔrbaras na ItÔlia continental se refugiaram em ilhas pantanosas. Essas ilhas forneciam proteção contra invasões e facilidade para a pesca, possibilitando que evoluíssem como uma potência marítima e arquitetÓnica notÔvel ao longo dos séculos.


Foto da BasĆ­lica de Santa Maria della Salute iluminada em uma linda noite.
BasĆ­lica de Santa Maria della Salute

Em 1221, um tratado com o ImpƩrio Mongol tornou Veneza o local oficial de um mercado para produtos luxuosos (seda, especiarias e joias, por exemplo) tornando-a uma das cidades mais ricas do mundo. Seus 45 palƔcios, dos 177 que existem em toda a ItƔlia, testemunham essa era de esplendor.




As Ɣrvores que sustentam Veneza


Veneza foi construída sobre uma Laguna e é formada cerca de 118 ilhas que estão poucos centímetros acima do nível do mar.


"Construir uma cidade onde em tese seria impossĆ­vel fazĆŖ-lo jĆ” seria uma loucura; mas construir uma das cidades mais elegantes do mundo em um lugar como esse Ć© uma loucura colossalmente genial" - Aleksandr Herzen

Para sustentar as edificaƧƵes, os venezianos enterraram um bosque inteiro de grandes troncos de Ɣrvores que mediam de 2 a 8 metros de comprimento, utilizados para perfurar a lama e o barro.


Mesmo em contato direto com a Ôgua, a madeira nunca apodreceu, isso porque, os troncos foram totalmente submersos e não possuem acesso ao ar (oxigênio) e, portanto, não tem contato com bactérias, fungos e outros organismos que poderiam ser responsÔveis pela putrefação. Além disso, as Ôguas possuem alta concentração de minerais, que foram absorvidos e petrificaram a madeira no decorrer dos anos.



Navegando pelos Canais da História


Formada por cerca de 150 canais e aproximadamente 400 pontes que conectam as ilhas, Veneza possui um aspecto distinto e cativante: suas ruas lĆ­quidas e o transporte exclusivamente aquĆ”tico. Esses canais sĆ£o conhecidos como ā€œcanellettiā€ e conectam os habitantes com a vida cotidiana.


Imagem de uma gondola com lindos detalhes artĆ­sticos navegando pelas ruas lĆ­quidas de veneza.

As gÓndolas são o meio de transporte mais utilizado e não são apenas embarcações, mas sim, verdadeiras obras de arte com cores vibrantes e características únicas que se destacam na suavidade das Ôguas.



Os gondoleiros são como guardiões da herança cultural, sendo, além de mestres na condução, cantores talentos e criadores de um elo entre o passado e o presente, que transporta os passageiros para uma época onde o comércio, a história e as paixões se desdobravam ao longo das Ôguas. A profissão, historicamente masculina, viu uma reviravolta em 2010, quando Giorgia Boscolo tornou-se a primeira mulher gondoleira, desafiando as tradições centenÔrias.


A ilha de San Michele


Com o crescimento da cidade, Veneza enfrentava dificuldades de logƭstica, pois os venezianos eram sepultados em pequenos cemitƩrios localizados nas igrejas, embaixo das pedras que pavimentavam a cidade.


Isso fez com que em 1804, por motivos de saúde pública, o imperador assinasse um decreto regulamentando normas para os cemitérios e em 1807 dando origem a um grande cemitério, construído na ilha de San Michele, localizada entre as cidades de Veneza e Murano.


A extensão do cemitério é dividida entre católicos, ortodoxos e evangélicos, além de possuir uma Ôrea dedicada a freiras e frades.


Por ser uma ilha, a permanência dos corpos é temporÔria e após cerca de 12 anos, os restos mortais são cremados ou transferidos para um ossuÔrio em Veneza, mas aqueles de famílias ricas permanecem por mais tempo e os que conquistaram fama nacional ou mundial, ficam indefinidamente.


Alguns nomes conhecidos que estão no cemitério de San Michele são: o compositor russo Igor Stravinskij, o pintor Emilio Vedova, o poeta Ezra Pound, o escritor Frederick Rolfe e o psiquiatra Franco Basaglia, defensor da reforma do sistema manicomial, que denunciou as barbaridades do Hospital CÓlonia, de Barbacena.




Ɖ possĆ­vel visitar a Ilha de San Michele e seu cemitĆ©rio gratuitamente.


Explorando Veneza


Para aprofundar ainda mais sua conexão com Veneza, quero te convidar para mergulhar na cultura, aprender mais sobre sua rica história e desfrutar de uma experiência autêntica enquanto aprende italiano gratuitamente.


Seja para viajar com mais confianƧa, mergulhar nas obras-primas da literatura ou apreciar as delƭcias culinƔrias, Veneza aguarda para ser explorada e aprender italiano Ʃ abrir um mundo de possibilidades.



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© 2019, Silvano Formentin

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