• Silvano Formentin

Il Duomo di Firenze, muito mais que uma Catedral

Arte e história no centro de Florença


Santa Maria del Fiore é o nome que recebe o Duomo di Firenze. Duomo, no italiano, refere-se à Catedral. No entanto, essa linda construção abriga muito mais que uma Igreja.

A Catedral de Firenze compõe, na verdade, um complexo arquitetônico e está localizada na Piazza del Duomo, inserida no centro histórico de Firenze, ao lado da Campanile di Giotto e do Battisterio di San Giovanni. Esse complexo abriga a Cúpula de Brunelleschi, a própria Catedral e o Campanário de Giotto.


Construção que é um dos maiores símbolos de Firenze, a Catedral pode receber até 30 mil pessoas em seu interior e levou muito tempo para ser finalizada da maneira como a conhecemos hoje.

O mármore branco e verde em sua fachada é algo notável e impressionante. A fachada, no entanto, teve que esperar até o século XIX para ser construída. As técnicas de sua construção demonstram um resultado extraordinário da exuberante arte gótica renascentista.


O Duomo di Firenze não foi a primeira catedral da cidade. A primeira era chamada de Igreja de San Lorenzo e a segunda de Santa Reparata. A terceira, Santa Maria del Fiore, teve sua construção feita a partir da primeira e da segunda catedral, até ser finalizada do modo que hoje se encontra.


Partimos de 1296, que foi o ano em que iniciaram sua construção, emergida sobre aquela que foi anteriormente a segunda catedral da cidade, Santa Reparata, que funcionou durante nove séculos até que fosse completamente destruída em 1375.


Com o passar dos séculos, os 153 metros de comprimento, 90 metros de largura e 90 metros de altura - ou 115 metros de altura, se contada a lanterna - da bela Catedral de Santa Maria del Fiore foram objetos de muitas mudanças.

Quem foi o responsável pela sua cúpula foi ninguém menos que Filippo Brunelleschi, arquiteto e escultor italiano também responsável pela construção do icônico palácio renascentista presente na lateral direita do Rio Arno e bem próximo da Ponte Vecchio, o Palazzo Pitti. Esse mesmo arquiteto foi quem construiu ainda uma das mais importantes obras-primas do período do Renascimento, a Capela Pazzi.


O arquiteto responsável pela obra, com exceção da cúpula, foi Arnolfo di Cambio, tendo trabalhado na obra até 1302, ano em que faleceu. Um novo nome foi indicado para supervisionar a obra, Giotto di Bondone, em 1334.

Giotto veio a falecer poucos anos depois, mas enquanto vivo e incumbido da missão de supervisor da obra, dedicou-se à construção do campanário da catedral, e que hoje é o monumento conhecido como “Il campanário di Giotto”, a imponente torre que se situa na imediação da catedral.


Após o falecimento de Giotto, seu substituto na obra foi Andrea Pisano até meados de 1348, período em que a peste negra dizimou boa parte da população fiorentina, reduzindo de 90 mil habitantes para 45 mil, e ceifando também a vida do arquiteto.


Como se pode notar, várias tentativas eram feitas até que fosse de fato construída a catedral. Após mais esse falecimento, entre os anos de 1349 e 1359, o campanário da catedral foi chefiado por Francesco Talenti, que elaborou um novo projeto para o Duomo contando com a colaboração do arquiteto Giovanni di Lapo Ghini.


A construção já estava bem adiantada em 1370. A catedral anterior, Santa Maria Reparata, foi então demolida completamente em 1375. 140 anos depois do início da sua construção, a consagração do Duomo foi dada pelo Papa Eugenio IV, na data de 25 de março de 1436. A lanterna da catedral, no entanto, ainda não havia sido fixada, o que veio a ser feito em 1461.


Conforme o projeto original de Arnolfo di Cambo, os revestimentos externos precisavam de finalização. Durante o século XV, inúmeros artistas trabalharam na fachada, porém Francesco di Medici I resolveu pôr abaixo a construção, entre 1587 e 1588, pois a considerava fora de moda.

A fachada ficou sem detalhe algum até o século XIX. Em 1864, Emilio di Fabris ganhou o concurso para nova fachada e é, finalmente, a mesma que conhecemos nos tempos atuais: um mosaico em mármores coloridos de estilo neogótico, que ficou pronta em 1887 e foi dedicada à Virgem Maria. Em 1903 foram finalizadas as portas de bronze da catedral.

Logo na porta de entrada da catedral visualizamos um imenso relógio, que foi decorado por Paolo Uccello. Uma curiosidade sobre ele é que era acertado com a chamada “hora itálica”, configuração de tempo utilizada na Itália até o século XVIII, que tinha como referência o horário do pôr-do-sol para se iniciar o dia.


Nos vitrais do Duomo estão relatadas diversas figuras do Novo e Velho Testamento Cristãos. O Campanario di Giotto, que é a torre do Duomo feita por Giotto, também conta com uma riquíssima decoração e possui um conjunto de sete sinos.


Há retratos esculpindo cenas como a criação de Adão, de Eva, a invenção do pastoreio, a invenção da música, a invenção do vinho e até a invenção da metalúrgica, além de um Losango dos Planetas.

Já o Batistério di San Giovanni, que encanta os olhares de quem se aproxima do Duomo, é o monumento mais antigo da Piazza del Duomo e fica bem em frente à fachada da catedral.


A construção foi melhorada com mármore de outros edifícios mais antigos de Firenze e em 1128 foi quando passou a ser usado como o batistério da cidade. Os mármores decorativos em suas três portas narram episódios bíblicos, uma construção surpreendente e rica em detalhes.


Em Firenze, Filippo Brunelleschi conseguiu projetar e construir essa que é a maior cúpula do mundo, com estimados 4 milhões de tijolos, que vem a ser o grande símbolo da cidade, o berço do Renascimento.


A cúpula, que tem quase 46 metros de diâmetro, foi construída com a impressionante técnica de espinha de peixe (onde os tijolos se encaixam sem necessidade de outra estrutura de apoio), demorando 16 anos para ser feita. Pode ser avistada, inclusive, através das janelas da Galleria degli Uffizi.

No século XV, era a maior catedral do mundo. Hoje ocupa o quarto lugar, sendo vencida apenas pela Catedral de Saint Paul de Londres, na Inglaterra, pela Basilica di San Pietro, em Roma, no Vaticano e pelo Duomo di Milano, em Milão.


A Catedral conta com 463 degraus de um estreio espaço para se chegar até a cúpula da Catedral. Tal esforço vale o sacrifício pois a vista da cúpula é emocionante!


Uma das vantagens de se visitar o Duomo é a proximidade de outros pontos turísticos que também são símbolos da cidade, além de ser uma região repleta de hotéis estrategicamente posicionados e de excelente infraestrutura.

A Catedral está localizada no Centro Histórico de Firenze, estando muito vizinha de monumentos como a Ponte Vecchio, a ponte de pedra mais antiga de toda a Europa, e a Galleria degli Uffizi, museu sobre o qual já escrevi um artigo e você pode conferir clicando aqui.


Arte, história e fé compõem o cenário da cidade e fazem de Santa Maria del Fiore um local rico em detalhes arquitetônicos, artísticos e religiosos, que se torna parada obrigatória a todos aqueles que querem se aventurar em uma viagem pelo tempo e pela amplitude cultural da bela Itália.

Esse artigo foi um pequeno resumo da história e beleza que o Duomo di Firenze guarda e assim lhe trazer mais um pouco desse país maravilho e cheio de cultura que tanto amamos.


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Ci vediamo!

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