• Silvano Formentin

Tivoli: conhecendo as belas vilas

Venha se encantar com esse passeio



Roma é uma cidade que não costuma ficar de fora dos roteiros turísticos e se isso não vai ser diferente com você, te convido a adicionar um dia extra para conhecer Tivoli.


O historiador Dionísio de Halicarnasso defende que Tivoli foi fundada pelos aborígenes e é mais antiga do que Roma.


Na Antiguidade, a cidade era chamada de Tibur. Sendo chamada por Virgílio de Tibur Superbum ("Tibur Orgulhosa") em Eneida no livro VII.


Tivoli fica aproximadamente a 30 quilômetros de Roma e você pode conhecê-la indo de trem, ônibus ou carro.


Você pode pegar o trem em Roma tanto na Estação Termini, quanto na estação Tiburtina com destino a Tivoli. O trajeto leva em torno de 60 minutos e o trem costuma partir a cada hora.


Você também pode ir de ônibus, o que costuma ser mais indicado por ter mais horários de partida e poder ficar mais próximo do seu destino.


Ainda em Roma você pode pegar a linha B (azul) do metrô e descer na estação Ponte Mammolo. Subindo as escadas você deve procurar a plataforma de Tivoli. O bilhete custa dois euros e o ônibus da empresa Cotral parte a cada 15 minutos.


Aqui no blog eu já falei em dois artigos sobre lugares reconhecidos pela UNESCO como patrimônio da humanidade e esse é um assunto que gosto muito. Quando olhamos quantos sítios a Itália possui com reconhecimento da UNESCO, trazemos ainda mais à luz o quanto a história e a cultura italiana são importantes.


Clique aqui para ler sobre Pádova.


Clique aqui para ler sobre 2 locais reconhecidos pela UNESCO que você pode conhecer estando em Milão.


Quando se fala de reconhecimento da UNESCO, Tivoli chama nossa atenção.


A cidade possui mais de um sítio reconhecido como Patrimônio mundial da UNESCO, no comune encontramos a Villa Adriana e a Villa D’Este, cada uma apresentando belezas particulares e únicas.


A Villa Adriana foi construída no século II para ser a residência suburbana do imperador romano Adriano. A vila é uma junção ímpar dos estilos arquitetônicos egípcio, romano e grego para a construção de uma “cidade ideal”.


Antes de falar sobre a Villa Adriana, para que nossa experiência ao ler esse artigo seja mais envolvente, temos que saber quem era o Imperador que foi responsável por essa magnífica obra.


Públio Élio Adriano nasceu 43 anos após a morte de Cristo e reinou durante 21 anos, sendo o sucessor do imperador Trajano. Adriano é considerado um dos “cinco bons imperadores”, termo cunhado pelo filósofo político Maquiavel em 1503 para se referir a Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio, que foram os responsáveis pelo período de grande prosperidade do Império durante a Pax Romana

Ao contrário do seu antecessor, Adriano abandonou a política expansionista e preferiu investir na consolidação das fronteiras e unificação dos diversos povos que viviam dentro do Império. Promoveu, projetou e financiou pessoalmente várias instituições e edifícios civis e religiosos, como o Templo de Vênus e a reconstrução do Panteão.


Seu reinado foi pacífico e próspero, e sua personalidade é vista pelos historiadores como enigmática, intrigante e contraditória, o que vem causando grande fascínio ao público, principalmente depois do best-seller Memórias de Adriano, lançado em 1951 pela escritora francesa Marguerite Yourcenar.


De forma resumida, seu legado foi ter realizado incríveis obras urbanísticas em várias cidades, fomentado o orgulho em ser Romano, disciplinado ainda mais o exército, e incentivado muito a religião. Adriano era sagaz, perfeccionista, muito hábil em combinar persuasão e força para atingir os seus objetivos, e tinha um interesse genuíno no bem-estar fiscal e econômico do Império.


Depois de saber quem foi Adriano, e possivelmente se tornar um fã dele assim como eu me tornei, sua visão sobre a Villa Adriana e a sua vontade de conhecê-la irão subir para um outro nível, e sua experiencia ao visitá-la, de tirar o fôlego.


O local para a construção da Villa foi escolhido pelo próprio imperador por sua proximidade de Roma (28 quilômetros) e, por estar entre dois afluentes do rio Aniene é um local abundante em água e estratégico devido a sua posição panorâmica.



A vila se estende por 120 hectares (equivalente a 168 campos de futebol oficiais, um pouco maior do que o município do Rio de Janeiro) com 30 edifícios e é dividida em quatro núcleos: os edifícios de representação e banhos termais, o Palácio Imperial, a residência de verão e a área monumental.



O declínio do Império fez com que a área passasse por um grande período de negligência até o século XIX, quando a vila se tornou patrimônio do Reino da Itália.

Assim começaram os trabalhos de reconstrução que envolveram arqueólogos internacionais e duram até hoje; pois o uso de todos edifícios ainda não foi esclarecido.


A Villa Adriana foi construída no Século II, mas serviu de inspiração para o desenho da sua vizinha, Villa D’Este, construída no século XVI. Também foi da Villa Adriana que foi retirado muito mármore para construção da vila mais jovem.


Filho de Afonso I D’Este e de Lucrécia Bórgia, o Cardeal Ippolito II D’Este foi nomeado governador de Tivoli pelo Papa Júlio III em 1550 e reconstruiu a vila segundo os planos de Pirro Logorio para que a mesma fosse adequada ao seu novo status.


Classificada pela UNESCO em 2001 como Patrimônio da Humanidade, a Villa D’Este foi reconhecida assim por “seu design inovador, juntamente com os componentes arquitetônicos do jardim (fontes, bacias ornamentais etc.), que fazem deste um exemplo único de um jardim italiano do século XVI. A Villa D'Este, um dos primeiros giardini delle meraviglie, foi um modelo inicial para o desenvolvimento de jardins europeus”.



O complexo possui uma área de aproximadamente 4,5 hectares e apresenta forma irregular pois foi preciso utilizar algumas partes do antigo convento franciscano que estava no local.


O jardim desce por encostas íngremes do palácio até um terraço plano e cada um dos eixos transversais do jardim termina em uma fonte. Este modo de construção foi utilizado para disfarçar a forma irregular do jardim e dar a impressão que o edifício está no centro da obra.


O jardim da Villa D’Este é considerado uma obra-prima da engenharia hidráulica por sua complexidade e execução. Possui diversos lagos, canais e fontes que são abastecidos graças ao desvio de um quilometro de extensão, feito a partir do Rio Aniene e pela nascente de Rivellese, que abastece uma cisterna sob o pátio.



No início da Primeira Guerra Mundial, a vila passou a fazer parte das propriedades do estado italiano, depois foi aberta ao público e completamente restaurada entre as décadas de 20 e 30. Outra restauração foi realizada, após a Segunda Guerra Mundial para reparar os danos causados ​​pelo bombardeio de 1944.


Além desses dois lugares fantásticos que, com certeza, merecem um dia de visita na sua viagem à Itália, Tivoli ainda apresenta aos turistas menos apressados diversos outros locais arqueológicos menores, mas também de enorme beleza e importância histórica.


Além das igrejas e da Villa Gregoriana, um parque fabuloso conhecido pela Grande Cascata e pela Acrópole, destino certo dos cidadãos europeus de classe média alta em meados do século XVII, no movimento que ficou conhecido como Grand Tour.


Me conte nos comentários se você gostou de conhecer mais sobre Tivoli e que local não pode faltar no seu roteiro de viagem.

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