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- A celebração de Páscoa na Itália
A Páscoa na Itália, juntamente com o restante da Semana Santa representa a forte tradição religiosa do país. Assim como no Brasil, a Páscoa na Itália é uma festa religiosa muito importante. A data é celebrada todo ano, no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de primavera/outono. Ainda assim, existem algumas diferenças em relação à Páscoa da Itália e a do Brasil. Desde as comidas típicas até as brincadeiras e os presentes, essa diferença cultural é o que faz da Semana Santa um período tão interessante no país da bota. Dessa forma, confira nesse artigo as informações que reuni sobre a Páscoa na Itália. Entenda o que comem, fazem e celebram os italianos nessa data tão especial! Confira, ainda, os ritos e tradições que acontecem até hoje! A origem da celebração de Páscoa A Páscoa é uma celebração com um plano de fundo religioso muito forte. Na Itália, então, a população carrega muitas tradições, simbolismos, história, lendas e religiosidade, afinal, estamos falando do local que é a sede da Igreja Católica. Ainda assim, a Itália antiga é repleta de folclore e ritos pagãos, onde se celebrava o início da primavera, as colheitas e a fartura. Conta a história que os antigos romanos comemoravam nesse período um culto à fertilidade. A tradição era de que as crianças procurassem por ovos escondidos em suas casas e recebiam doces como prêmio, costume bem comum até os dias de hoje - ainda que existam algumas adaptações. Atualmente, essas celebrações se misturam com as religiosas que fazem referência à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Isso deu origem a uma data festiva muito interessante, repleta de referências e uma herança cultural muito rica. Confira todos os detalhes a seguir! Os símbolos da Páscoa na Itália Os símbolos da Páscoa na Itália são parecidos com os conhecidos aqui pelo Brasil, e também carregam significados religiosos, representando a renovação. Veja aqui quais são os principais, e seus respectivos significados! L'uovo - O Ovo O ovo, assim como o pintinho, são símbolos de nascimento e de uma nova vida. O ovo é uma imagem muito representativa da Páscoa, por celebrar a ressurreição de Jesus Cristo — ou seja, o seu renascimento. Na Itália, além do ovo ser consumido em receitas salgadas, também é comum encontrar ovos decorados com diversos desenhos e dedicatórias, recheados com doces, e até mesmo os ovos de chocolate, tão famosos no Brasil. L'agnello - O Cordeiro No cristianismo, Jesus muitas vezes foi comparado ao cordeiro, chamado de “Cordeiro de Deus”. Isso se dá pelo fato do cordeiro era um animal dócil muito usado para sacrifícios em nome de Deus. Assim, se o ovo é o símbolo da vida, o cordeiro representa o sacrifício feito pelo Filho de Deus. Adotar o cordeiro como símbolo da Páscoa é uma tradição também dos judeus, que consomem cordeiro em memória ao fato de que Deus, antes de enviar a última praga contra os egípcios para matar todos os primogênitos, prometeu a salvação se os chefes de família marcassem as portas das suas casas com sangue de cordeiro. Il Coniglietto - O Coelhinho Assim como o ovo, o coelho representa a reprodução, nascimento de novas vidas e renovação. Além disso, como este animal muda a cor do seu pelo conforme as estações quentes e frias, é referido por Santo Ambrósio como um símbolo da Ressurreição. Da mesma maneira, o coelho era um dos primeiros animais a serem vistos com o fim do inverno. Isso fez com que o coelho passasse a ser enxergado como um símbolo da renovação e, portanto, da ressurreição. La campana - O Sino O sino representa a festa, a alegria com que os fiéis celebram a Páscoa e a Ressurreição de Jesus. Assim, na Sexta-feira Santa, quando se comemora a morte de Cristo, os sinos de todas as igrejas tocam em luto, enquanto no dia de Páscoa os sinos de todas as igrejas tocam em celebração para anunciar a Ressurreição de forma festiva. Il cero - A Vela A vela representa a ressurreição de Cristo e os fiéis que acompanham a chegada da vela à igreja em procissão simbolizam o novo povo de Deus seguindo o Cristo ressuscitado, a luz do mundo. Mais um símbolo com forte significado religioso, a luz da vela ilumina as trevas, e por isso ela é um símbolo de Jesus, considerado a luz do mundo, pois com sua morte e ressurreição derrotou as trevas. A culinária de Páscoa na Itália Assim como o Natal e diversas outras festas da Itália, a Páscoa também é uma celebração familiar. Sendo assim, é muito comum que as famílias italianas se reúnam desde a manhã do domingo de Páscoa. Teoricamente, é o café da manhã do domingo de Páscoa que marca o fim do jejum da quaresma, pois esse é o primeiro alimento substancioso depois dos 40 dias - e muitas delícias são reparadas ao longo do dia para essa celebração especial. É claro que isso envolve muita comida - afinal, não seria diferente na terra de uma das culinárias mais famosas do mundo. A gastronomia típica de Páscoa na Itália é diferente entre as regiões do país, mas as principais comidas você confere agora: 1 — Agnello / Cordeiro Além de ser um dos símbolos que representam a religiosidade da data, o cordeiro se faz presente também na mesa dos italianos durante a Páscoa. Em quase todas as regiões do país, o cordeiro é consumido como prato principal no almoço. A diferença se dá entre os acompanhamentos: no Piemonte, ele é assado com batatas, no Vêneto e na Campânia é feito com alecrim e cebola, e na Sicília, com queijo e ovos, por exemplo. Seu consumo tem significado religioso, pois representa o sacrifício de Cristo na cruz. Também está ligado à celebração judaica da Páscoa, onde, antes do êxodo do Egito, conforme prescrito por Deus a Moisés, o povo de Israel sacrificou um cordeiro e o comeu assado, junto com ervas e pão. 2 — Torta Pasqualina A torta pasqualina é um prato típico da região da Ligúria durante a Páscoa. Ela leva ovos cozidos inteiros no recheio, como uma forma de simbolizar o renascimento e a vida, que é celebrada nesse período nos rituais do cristianismo e também nas celebrações pagãs de equinócio. Esse prato consiste em massa folhada à base de farinha e azeite de oliva, com recheios que variam entre espinafre, alcachofra ou acelga. Além disso, a receita também leva queijo ralado, noz moscada, noz-moscada, e é claro, os ovos. A torta pasqualina é um prato que pode ser encontrado também fora da Itália, pois é muito popular no Uruguai, Paraguai, Argentina e ate mesmo no Chile. A diferença é que, nestes outros países, ela é consumida durante o ano todo, não sendo uma exclusividade da Páscoa. 3 — Colomba A Colomba é um doce popular da Páscoa aqui no Brasil também! Esse doce, nascido em Pavía, na Itália, tem uma história de origem bem interessante: Conta a lenda que, quando a cidade do norte da Itália estava sendo saqueada por soldados do rei dos Lombardos, Alboino, um padeiro da cidade decidiu assar um bolo em formato de pomba para simbolizar a paz! Ele ofereceu o bolo aos invasores, e eles gostaram tanto do doce que decidiram poupar a cidade e não mais invadi-la! A história sendo verdadeira ou não, o importante é que o bolo em forma de pomba (colomba, em italiano) tornou-se uma tradição da Páscoa. 4 — Pinza A Pinza é mais um doce que compõe a mesa dos italianos na região de Friul-Veneza Júlia durante a Páscoa. Ela nada mais é do que um pão doce e cítrico, aromatizado com casca de limão e laranja! Conforme a tradição, ele é servido acompanhado de uma fatia de presunto para quebrar o jejum da sexta-feira santa. Em sua cobertura, é desenhada uma espécie de cruz, que simboliza a paixão de Cristo. Como são as celebrações de Páscoa na Itália? As comemorações da Páscoa na Itália se iniciam na sexta-feira (data em que os italianos trabalham normalmente) e vão até a segunda-feira! Isso mesmo, a celebração de Páscoa não acaba no domingo. Isso acontece, pois, na Itália, a segunda-feira também é um feriado conhecido como “pasquetta”. Essa é uma data que celebra a aparição do anjo para mulheres que visitavam o sepulcro de Jesus anunciando a sua ressurreição. Se o fim de semana é celebrado com refeições em família, a “pasquetta” é comemorada com mais reuniões familiares, piqueniques, passeios pelo centro da cidade e pelos pontos turísticos. De uma maneira geral, a Páscoa na Itália é um momento de paz, união familiar e o toque especial que todo evento na Itália carrega: a comida deliciosa e confraternização ao redor da mesa! Me conte nos comentários: Quais são os costumes de Páscoa da sua família? Lembre-se também de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do artigo para receber as atualizações aqui do blog! Buona Pasqua! Arrivederci!
- As 5 atrações mais estranhas da Itália
Nem só de Torre de Pisa e Coliseu vive o turismo da Itália... Que a Itália é repleta de paisagens incríveis e monumentos impressionantes, acho que todos já sabem. Mas, quando se trata de atrações estranhas e curiosas, o país da bota também é um prato cheio! Se você é o tipo de turista que adora ir atrás de localidades diferentes, ou se a sua curiosidade sempre fala mais alto, nesse artigo eu trouxe uma seleção de 5 lugares inusitados que podem ser visitados na Itália! Desde museus com cadáveres até bichinhos de pelúcia gigantes... Tenho certeza que você irá se surpreender! Confira agora as 5 atrações mais estranhas da Itália! 1 — O Coelho Gigante dos Alpes Os Alpes italianos são o lar de um coelho um tanto quanto diferente! Ele se chama Haze, e possui nada mais do que 55 metros de comprimento! Ele foi colocado no topo da colina de Colletto Fava, região de Piemonte, por artistas em 2011. Infelizmente, a previsão é de que até 2025, ele já tenha se decomposto com a ajuda do tempo e dos animais, por ser feito de palha e tecido. Então, se você quer visitar esse coelho diferente, fique atento: é melhor correr antes que ele desapareça! 2 — O Cristo Submerso de San Fruttuoso Na Baía de San Fruttuoso, entre Camogli e Portofino, na Riviera italiana, fica localizada uma uma das atrações subaquáticas mais visitadas do mundo! Estou falando da estátua de Jesus Cristo feita em bronze, em posição de oferenda: com as mãos e cabeça voltadas para cima, em direção a superfície da água. Essa estátua foi esculpida pelo artista Guido Galleti, sob a sugestão do mergulhador italiano Duilio Marcante. A obra possui 2,5 metros de altura se encontra a 17 metros de profundidade! Ela foi colocada sob as águas em 22 de agosto de 1954, próximo ao local de falecimento de Dario Gonzatti, o primeiro italiano a usar equipamentos de mergulho. A obra é conhecida como Il Cristo degli Abissi ou, O Cristo do Abismo em português. 3- Centuripe, a cidade em formato de pessoa Centuripe é uma comuna italiana da região da Sicília, na província de Enna, e tem cerca de 5.900 habitantes! Essa pequena cidadezinha é como qualquer outra cidade do interior da Itália: calma, pacata e charmosa. O que chama atenção em Centuripe é justamente o seu formato! Vista de cima, a cidade tem o formato de uma pessoa! Mas, as suas atrações não param por aí. Chamada de “Varanda da Sicília”, ela oferece uma maravilhosa vista panorâmica de 360 graus de toda a região, especialmente do Monte Etna onde o vulcão de mesmo nome está em constante erupção. Além disso, Centuripe possui um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, referente ao período helenico e romano. A cidadezinha em formato de pessoa com certeza é um roteiro imperdível para quem visita a Sicília! 4 — A Fonte de Vinho, na Villa Caldari Que os italianos são apaixonados por vinho todo mundo sabe, mas você acredita que eles amam tanto essa bebida que criaram até um fonte que jorra vinho o tempo todo? Essa atração curiosa fica na Villa Caldari, em Abruzzo, na província de Chieti, não muito longe de Ortona e se trata de uma fonte que jorra vinho ininterruptamente! Ela foi inaugurada em 9 de outubro de 2016, data que é tradicionalmente dedicado à colheita e à prensagem de Montepulciano Storico Nitae, uma videira típica de Abruzzo. O melhor de tudo é que, assim como as outras fontes de água potável espalhadas pela Itália, a bebida é gratuita! Por isso, se estiver passando pela região, não deixe de se deliciar com um delicioso vinho típico e gratuito! 5 — O museu da morte, em Palermo Se você gosta de atrações macabras e diferentes, As Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo, na Sicília, abrigam um dos museus mais originais e curiosos do mundo! Essas catacumbas são o “lar” de mais de oito mil esqueletos — a maioria deles pertencentes à elite, clero e nobreza locais. Essas catacumbas existem desde o ano de 1599, quando o monge Silvestro de Gubbio foi sepultado no local, para ser orado e visitado, já que ele tinha reputação de santo! Depois disso, os frades capuchinhos iniciaram um cemitério subterrâneo atrás do altar da Igreja Santa Maria della Pace. Tudo era feito de maneira desleixada: os corpos eram enrolados em lençóis e jogados em uma espécie de fossa. Com o tempo, o espaço ficou pequeno demais, e ao transportar os corpos para um ambiente maior, os frades repararam que muitos haviam se mumificado naturalmente! A partir de então, os corpos começaram a ser colocados em pé, em nichos, na disposição que pode ser observada hoje. O Museu das Múmias pode ser visitado de segunda a sábado, das 9h00 às 13h00 e das 15h00 às 17h00, e o valor da entrada é de 3 euros! Passeios diferentes Aposto que depois desse post, você já tem, pelo menos, um local curioso na Itália que está com vontade de visitar! Estou certo? Me conte aqui nos comentários qual desses lugares diferentes da Itália você ficou com mais vontade de visitar! Lembre-se também de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do texto, para receber as atualizações do blog diretamente no seu e-mail! Nos vemos no próximo artigo! Arrivederci!
- 5 músicas brasileiras - que na verdade são italianas!
Conheça aqui 5 sucessos da música brasileira, mas que, na verdade, são canções italianas! Brasil e Itália são dois países que se inspiram em diversos aspectos — na culinária, na arte, e também na música! Você já conferiu aqui no blog uma lista de comidas “italianas” que, na verdade, são brasileiras (Clique aqui para ler) e hoje, chegou o momento de descobrir algumas músicas muito famosas no Brasil… que são italianas! Essas são músicas que fizeram muito sucesso no Brasil, mas que não são originais do nosso país, por serem inspiradas em sucessos do país da bota! Depois de uma tradução e algumas adaptações, elas se tornaram verdadeiros clássicos por aqui. Confira quais são essas músicas: 1 — Eva (Banda Eva) ou Eva (Umberto Tozzi) Sucesso obrigatório dos carnavais pelo Brasil, a música de axé que praticamente todo brasileiro conhece, na verdade, não é uma composição original da Banda Eva. Na verdade, ela é inspirada na canção de mesmo nome, do italiano Umberto Tozzi. Umberto Tozzi é um cantor e compositor de música pop e rock italiano. Ele acumula mais de 80 milhões de álbuns vendidos, e é um dos cantores italianos mais famosos internacionalmente! Sua canção, Eva, foi lançada em 1982, e a versão brasileira que se popularizou por aqui através da Banda Eva, foi lançada em 1997! Confira a versão italiana da canção: 2 — Quem de nós dois (Ana Carolina) ou La mia storia tra le dita (Gianluca Grignani) Essa canção romântica, sucesso na voz da brasileira Ana Carolina, é também um grande sucesso na Itália, na interpretação do cantor italiano Gianluca Grignani. La mia storia tra le dita foi lançada em 1995, enquanto a versão brasileira, intitulada “Quem de nós dois” foi lançada em 2001, e faz sucesso desde então! Confira a versão do cantor italiano: 3 — Quando um grande amor se faz (Cleiton & Camargo) ou Cantare è D'Amore (Amedeo Minghi) Mais uma música romântica e que fez muito sucesso na voz da dupla sertaneja Cleiton e Camargo! Na Itália, a voz responsável por esse sucesso é o cantor Amedeo Minghi! Além de cantar, ele fez muito sucesso como compositor, e já compôs canções para Andrea Bocelli, Anna Oxa, Gianni Morandi, entre outros. No Brasil e nos Estados Unidos, ele é mais conhecido pela canção “Cantare è d'amore” que foi tema da novela Anjo Mau de 1997 e do longa-metragem da Disney, Tarzan de 1999. Escute a música em sua versão original, em italiano: 4 — Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones (Engenheiros do Hawaii) ou C'era un Ragazzo Che Come me Amava i Beatles e i Rolling Stones (Gianni Morandi) Essa canção que é um verdadeiro pedido de paz, fez muito sucesso no Brasil com a banda Engenheiros do Hawaii. Antes disso, ela já encantada e emocionava o público em sua versão italiana, na voz do cantor Gianni Morandi. Morandi é um artista italiano de sucesso, que vendeu mais de 30 milhões de LPs e CDs. Ele escreveu vários livros autobiográficos e também apareceu em dezoito filmes! Confira a interpretação dele para a música: 5 — Inesquecível (Sandy e Júnior) ou Incancellabile (Laura Pausini) Em 1996, a famosa cantora italiana Laura Pausini lançou a canção “Incancellabile”, e a dupla Sandy e Junior gravou uma versão de sucesso aqui no Brasil, com o título “Inesquecível”. Essa não foi a primeira vez que uma adaptação de músicas da Laura Pausini aconteceu através da voz da dupla de irmãos: O sucesso de Laura Pausini “Non c'è”, lançado em 1993, também foi adaptado por Sandy e Junior três anos depois, com o título de “Não ter”. Ainda assim, “Inesquecível” foi um sucesso que marcou uma geração, e é até hoje lembrada como uma das mais famosas canções românticas da música brasileira! Confira a versão original, de Laura Pausini: Que tal aprender italiano com música? Cantar e escutar músicas é uma excelente forma de aprender um novo idioma! E quando falamos em aprender italiano, as belíssimas canções nessa língua não deixam a desejar. Além das músicas apresentadas acima, temos diversos clássicos na voz de grandes cantores italianos que com certeza são excelentes objetos de estudo! Ao escutar músicas, treinamos a audição, acostumamos o nosso ouvido às palavras e fonemas do outro idioma, e ao cantar, é claro, praticamos a pronúncia, destravamos a fala, e aumentamos o nosso vocabulário! Pensando nisso, eu criei um curso especial de italiano, onde eu diversas músicas italianas, para que você aprenda italiano de uma forma divertida e descontraída! Se você quiser mais informações sobre o curso, é só clicar AQUI! Espero que tenha gostado desse post! Deixe seu comentário aqui embaixo com a sua opinião, e me conte: Qual destas músicas é a sua preferida? Lembre-se também de deixar seu e-mail cadastrado no campo logo abaixo do artigo, para que você seja notificado quando alguma novidade surgir aqui no blog! Arrivederci!
- Os segredos da Cúpula de Brunelleschi
A Catedral Santa Maria del Fiori, em Florença, carrega uma das obras arquitetônicas mais surpreendentes da história! A Igreja Santa Maria del Fiori é um dos pontos principais de Florença. Essa, que é a quarta maior igreja do mundo, é conhecida principalmente pelo que fica em seu topo - simplesmente a maior cúpula de alvenaria da história. Milhares de tijolos formam essa que é uma construção surpreendente - e que até hoje esconde alguns mistérios e histórias curiosas por trás. É justamente isso que eu vou te contar no artigo de hoje! Confira! A disputa: Brunelleschi x Ghiberti Com certeza o que mais chama atenção em Santa Maria del Fiore é a sua cúpula gigantesca. Hoje sabemos que ela é conhecida também como cúpula de Brunelleschi, pois o arquiteto responsável pela sua construção foi o talentoso Filippo Brunelleschi! Mas você sabia que a Cúpula de Brunelleschi quase se chamou cúpula de Ghiberti? Outra disputa ocorreu antes de início da construção, para determinar quem seria o responsável pela obra. Dessa forma, Fillippo Brunelleschi precisou provar que ele era a pessoa certa para desenvolver o projeto, e ele fez isso de uma maneira muito inteligente! O outro nome cotado para realizar a obra da cúpula, além de Brunelleschi, era Lorenzo Ghibert. Uma proposta foi feita aos dois artistas: um projeto conjunto, com atuação e comando dos dois. Decidido a superar Ghiberti de uma vez por todas, Brunelleschi queria assumir a obra da cúpula sem dividir o mérito com ninguém, e por isso, não aceitou o convite. Para obter controle total do projeto, ele criou uma estratégia muito interessante, até mesmo um pouco engraçada: ele se afastou dos projetos, estudos e das obras por seis meses, fingindo que estava doente! Dessa forma, algumas coisas começaram a desandar sem a sua presença, e foi assim que ele afirmou que era o arquiteto mais importante, e que sem ele a obra não iria se concretizar! Depois disso, toda a responsabilidade passou para Brunelleschi, e ele então começou esse trabalho surpreendente, que até hoje encanta e intriga arquitetos do mundo todo. A construção da Cúpula Desde o início esse foi um projeto ousado e muito desafiador, afinal, se trata da maior cúpula do mundo — mesmo atualmente, nenhuma construção chegou a superar a cúpula de Brunelleschi em questão de tamanho e altura. Para isso, o arquiteto precisou também projetar os equipamentos, maquinários e andaimes utilizados na obra, afinal, não existia no mundo nada que pudesse ser utilizado nesse sentido, pois era uma construção com proporções inéditas! O projeto não é formado por somente uma cúpula e, sim, por duas: uma externa mais larga e alta e uma interna vista apenas de dentro do Duomo. É no espaço entre essas duas cúpulas que fica o caminho para os visitantes que sobrem até o ponto mais alto, por meio de escadas estreias e super inclinadas. Para chegar à cúpula, é necessário subir 463 degraus em um corredor muito estreito. Contudo, vale certamente o sacrifício, já que o panorama avistado é emocionante e faz jus a uma igreja construída para ser a mais bonita, maior e nunca antes vista. Felizmente, eu tive a honra de fazer esse passeio! Confira como foi, no vídeo abaixo: A primeira cúpula, localizada na parte interna, tem formato de concha e apresenta pinturas do Juízo final, realizadas por Giorgio Vasari e Federico Zuccari. Já a segunda cúpula é resistente ao vento, chuva, raios e até terremotos. É majestosa e seu formato é ogival – ou seja, é composta por vários arcos se cruzam e apontam para o alto. A maior cúpula do mundo — até hoje Mais de 500 anos depois, nenhuma construção de alvenaria superou a cúpula de Firenze em tamanho, e ela continua sendo a maior do mundo. Ninguém sabe ao certo como Brunelleschi conseguiu estruturar os tijolos na “espinha de peixe” de maneira tão precisa, e alguns pontos da construção seguem sendo um mistério, afinal, ele não deixou nenhum registro, nenhum desenho do seu planejamento! A visita à Catedral é gratuita, mas para visitar as outras atrações do local, como as criptas, cúpula e campanário, é necessário comprar um ingresso. Para entrar na Catedral, os visitantes não podem estar vestidos com roupas curtas ou decotadas – é necessário cobrir o corpo em sinal de respeito. Quem não atender à essa regra, vai ser barrado na entrada! Arte, história e fé compõem esse cenário tão famoso de Firenze, e fazem de Santa Maria del Fiore um local rico em detalhes arquitetônicos, artísticos e religiosos. Essa é uma parada obrigatória a todos que querem se aventurar em uma viagem pelo tempo, pela cultura e pela história da Itália! Me conte nos comentários se você teria coragem de enfrentar todos esses degraus! Lembre-se também de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do artigo, para receber as atualizações e novidades aqui do blog! Arrivederci!
- As delícias da culinária Veneziana
Além dos monumentos históricos e os festivais marcantes, Veneza também é muito lembrada pela incrível culinária! Que Veneza é repleta de monumentos históricos, paisagens belíssimas e uma cultura incrível, você já deve ter percebido por alguns artigos aqui do blog… Agora, tem uma questão que contribui para elevar ainda mais o status dessa cidade como um dos melhores destinos turísticos do mundo! Estou falando da culinária, das delícias típicas de Veneza que, é claro, são inesquecíveis… afinal, se trata de comida italiana, não é mesmo? No artigo de hoje, eu vou te mostrar os 5 pratos típicos mais famosos de Veneza, e mostrar as principais delícias que traduzem todo o requinte e tradição da culinária veneziana. Vem comigo! 1- Bigoli in salsa Nada mais é do que um prato de massa com molho delicioso! Estamos falando de culinária italiana, então, é claro que não poderia faltar uma bela pasta nessa lista, não é mesmo? Bigoli é uma especialidade preparada em toda a região do Vêneto. É uma massa acompanhada com um molho que pode, muitas vezes, ser feito de carne ou peixe. O temperado com peixe, à base de cebola e anchovas, é muito típico no Natal. Os bigoli são feitos com farinha de trigo e têm uma espessura de cerca de 2 milímetros. A massa ganha uma consistência firme e o molho é bem cremoso. 2- Risi e bisi Um dos pratos mais consumidos pelos venezianos nativos é o risi e bisi! Esse é um prato super tradicional e pode se apresentar com muitas variações. Ele não é nem um risoto, nem uma sopa: é uma mistura entre os dois e é uma delícia! Esse era o prato servido aos Doges, consumidos todo dia 25 de abril em homenagem à festa de San Marco, padroeiro de Veneza. O arroz – em italiano, risi, era estritamente de Veronese, e as ervilhas, as bisi, eram de Lumignano, na província de Vicenza. Por isso, o típico Risi e Bisi é feito com arroz Veronese e com as ervilhas de Colognola ai Colli, ou com as de Baone da região de Pádua. A receita é simples e até mesmo patenteada! Sua patente foi solicitada em 2013 pelo município de Scorzè, e está registrada na Câmara de Comércio de Veneza! O resultado final é um equilíbrio cremoso e saboroso de arroz com ervilhas... Incrível para um dia de inverno, concorda? 3- Fegato alla Veneziana Este é um dos pratos típicos de Veneza mais famosos da Itália, e é MUITO tradicional e amado pelos locais. Conhecido também como fígado à veneziana, é uma receita bem rápida de ser feita e é muito saborosa, já que leva em seu preparo a deliciosa caramelização da cebola que, durante o cozimento, acaba ficando adocicada. O contraste de sabor entre o sabor forte do fígado e o doce da cebola, é uma combinação de sucesso! O fígado utilizado é o de porco, mas o prato também pode ser feito com fígado bovino. A carne é cortada em tiras de tamanho médio e cozida juntamente com a cebola-branca, estritamente de Chioggia, cortada em rodelas finas. Na Roma antiga, este prato era combinado com figos, que também servia para amenizar o gosto ferroso do fígado, mas o jeito típico de preparo é com cebolas refogadas. O modo de preparo deste prato pode variar, mas além do fígado e da cebola ele geralmente leva azeite, manteiga, salsinha e pode ser servido junto com polenta! 4- Moeches Agora, uma opção para quem adora frutos-do-mar… e não vê problema em gastar um pouquinho a mais em uma refeição que eu só posso descrever como LUXUOSA! Você já ouviu falar dos moches? Bom, moches são pequenos caranguejos, típicos das lagoas de Veneza, que só podem ser consumidos duas vezes por anos, durante os primeiros dias quentes da primavera e os últimos do outono, pois nesta época esse pequeno caranguejo perde a carapaça e fica mole. Moech, no dialeto Veneziano significa muito mole. Ele é considerado uma das comidas mais caras encontradas em Veneza e seu preço pode chegar a 90 euros por quilo! O modo de preparo das Moeches, é bem simples e prático, pois cada porção de Moeche é passada em dois ovos batidos e empanadas em farinha de trigo, como se fosse à milanesa! disso, eles são servidos com polenta. Uma delícia, não é? 5- Fritole Bom, depois de todas essas delícias... chegou a hora da sobremesa, não é mesmo? Nesse quesito, Veneza também não fica para trás, pois é o lar do delicioso fritole, também conhecidos como fritola veneziana! Essa é uma massa doce frita, muito vendida durante a época do carnaval de Veneza. Esse doce típico Veneziano, é considerada uma das receitas mais antigas já encontradas em documentos que documentavam e citavam a gastronomia, lá pelo século XIV. É um prato típico do Carnaval Veneziano e seus fabricantes eram chamados de Fritoleri. Por ser uma receita antiga e muitos ingredientes serem escassos na época, a massa era feita de forma simples e com ingredientes simples, era usado fermento de cerveja, leite ou água, farinha, açúcar granulado, ovos, passas e pinhões. Ao longo do tempo, esta massa passou a levar a adição de frutas, principalmente maçãs, pois isto deixava a massa mais macia. Muitos anos depois, esse delicioso doce segue sendo um símbolo da cidade... Então, se você for ao carnaval de Veneza não deixe de experimentar essa guloseima! Veneza: A cidade dos encantos gastronômicos Se tem algo nesse mundo que o italiano domina é a arte de comer bem e, obviamente, isso se reflete em sua maneira de cozinhar, o que se tornou um símbolo da paixão dos italianos pela boa comida. Dessa forma, a culinária de Veneza é uma mistura de receitas históricas, preparadas para Doges e outros membros da nobreza, e receitas que aproveitam os ingredientes locais. Desde pratos chiques até os mais simples, existem pratos típicos da cidade capaz de agradar os mais diferentes paladares. Me conte nos comentários qual desses 5 pratos você mais ficou com vontade de provar! Lembre-se, é claro, de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do artigo, caso ainda não tenha feito isso! Dessa forma, você será notificado quando uma novidade surgir por aqui! Arrivederci!
- Criptas e catacumbas: Os mistérios subterrâneos da Itália
E se eu te falar que existem verdadeiros TESOUROS enterrados sob os solos italianos? A Itália é um país que carrega séculos de história em seus monumentos e atrações - isso não é novidade para ninguém. Mas, para além dos edifícios ao alcance da vista, existem verdadeiros pedaços da história ENTERRADOS pela Itália! Estou falando das inúmeras criptas e catacumbas, que foram descobertas devido a escavações e revelaram resquícios de construções antigas. Essas atrações subterrâneas são variadas, e eu trouxe hoje 3 das mais impressionantes, diferentes e curiosas atrações para você conhecer! 1 — Catacumbas de São Sebastião Catacumbas são, na realidade, uma espécie de cemitério debaixo da terra. Sendo assim, as catacumbas romanas eram reservadas para o sepultamento dos cristãos. Essa, em específico, se localizada na Via Appia, nos arredores de Roma. Isso se deu pelo fato de que os cristãos queriam se desfazer do costume dos pagãos, que incineravam seus mortos, mas uma lei impedia que sepultamentos fossem feitos dentro da divisão da cidade. As Catacumbas de São Sebastião ocupam cerca de 12 quilômetros da Via Appia Antica, com passagens subterrâneas, galerias, e túneis impressionantes que podem ser visitados. Como o nome indica, é ali que foi sepultado o o mártir São Sebastião - e algumas lendas afirmam que ali também foram enterrados durante algum tempo, os restos mortais dos apóstolos Pedro e Paulo. Ao longo do passeio, é possível observar afrescos, epígrafes, pinturas, e até mesmo um busto de São Sebastião, feito por ninguém menos do que o famoso artista Bernini. 2 — Criptas da Catedral de Florença O famoso Duomo de Florença — Igreja que abriga a fascinante cúpula de Brunelleschi — também tem segredos e coisas fascinantes no seu subsolo. É lá que ficam os resquícios da igreja de Santa Maria Reparata, o edifício que ali existia antes da construção do imponente Duomo. Algumas escavações arqueológicas feitas na década de 60 descobriram a igreja que antecedeu a catedral. Ali, além de pedaços do que antigamente foi a Igreja Santa Maria Reparata, também é possível visitar o túmulo do grande Brunelleschi! Eu e o meu irmão fomos explorar a cripta secreta sob a Catedral de Florença, lar da maior cúpula do mundo, para descobrir que mistérios ela escondia. Confira tudo no vídeo: 3 — Criptas dos Capuchinhos (Só para quem ter coragem) Se você gosta de atrações macabras e diferentes, As Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo, na Sicília, abrigam um dos museus mais originais e curiosos do mundo! Essas catacumbas são o “lar” de mais de oito mil esqueletos — a maioria deles pertencentes à elite, clero e nobreza locais. Essas catacumbas existem desde o ano de 1599, quando o monge Silvestro de Gubbio foi sepultado no local, para ser orado e visitado, já que ele tinha reputação de santo! Depois disso, os frades capuchinhos iniciaram um cemitério subterrâneo atrás do altar da Igreja Santa Maria della Pace. Tudo era feito de maneira desleixada: os corpos eram enrolados em lençóis e jogados em uma espécie de fossa. Com o tempo, o espaço ficou pequeno demais, e ao transportar os corpos para um ambiente maior, os frades repararam que muitos haviam se mumificado naturalmente! A partir de então, os corpos começaram a ser colocados em pé, em nichos, na disposição que pode ser observada hoje. O Museu das Múmias pode ser visitado de segunda a sábado, das 9h00 às 13h00 e das 15h00 às 17h00, e o valor da entrada é de 3 euros! Me conte aqui nos comentários qual desses lugares diferentes da Itália você ficou com mais vontade de visitar! Lembre-se também de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do texto, para receber as atualizações do blog diretamente no seu e-mail! Nos vemos no próximo artigo! Arrivederci!
- 3 segredos do Palazzo Ducale de Veneza
O Palazzo Ducale, lar dos doges, antigas autoridades de Veneza possui algumas coisas curiosas e diferentes em suas salas! O Palazzo Ducale, também conhecido como Palácio dos Doges, como o próprio nome já indica, foi o lar dos Doges, autoridades de Veneza e é um dos edifícios que mais representam Veneza! Por isso, eu separei hoje 3 curiosidades desse local tão importante para a cidade. Ao entrar no Palácio, tudo ao nosso redor chama atenção. Mas, assim como vários outros monumentos da Itália, existem alguns segredos e itens curiosos escondidos pelo Pallazzo Ducale – e é isso que vou te contar agora. Separei 3 coisas diferentes e incomuns que você pode observar durante o seu passeio! 1- Bocas do leão Uma careta bem pouco amigável nas paredes do palácio... Quem diria que isso vai além de uma mera decoração, e tinha utilidade bem interessante! Essas bocas nada mais são do que pequenos buracos nas paredes, onde as pessoas podiam depositar denúncias anônimas escritas à mão em um bilhete, para as autoridades investigarem. Os próprios guias do Palácio avisam que isso raramente era feito, ainda mais porque na época da república de Veneza, pessoas alfabetizadas eram raras. Ainda assim, você pode observar duas bocas de leão por lá: uma do lado de fora, no pátio principal e outra no palácio, em uma das salas dos andares superiores. 2- O Doge renegado A segunda curiosidade é um detalhe que pode ser observado nos afrescos que decoram o Salão do Conselho. Essa, é uma das principais salas do palácio, decorada com pinturas em todas as paredes, inclusive no teto! No alto das paredes, existe uma faixa de pinturas que faz a volta em todo o salão. Ali, estão pintados retratos de vários homens usando capas vermelhas, lado a lado. Esses são os doges de Veneza. O interessante, nesse caso, é que um desses retratos foi coberto por uma camada preta de tinta. Ali é onde deveria estar Marin Faliero, que arquitetou um golpe mas foi descoberto. Marin foi eleito Doge em 11 de setembro 1354, com muitas pessoas se opondo a essa escolha. Depois disso, ele sofreu uma grande humilhação: um dos nobres que era contra a sua posição como Doge escreveu um poema obsceno sobre a esposa de Marin. Revoltado, ele começou a arquitetar um golpe que consistia em assassinar todos a sangue frio e proclamar-se príncipe de Veneza. Entretanto, um rico mercador integrante do conselho chamado Beltramo Pellizzer descobriu o plano todo antes dele ser executado. Traidor da República, ele não foi apenas condenado à morte, mas também ao damnatio memoriae, ou “condenação da memória” isto é, o apagamento total de sua existência. Esse termo nasceu de um costume da Roma Antiga de remover a lembrança de algo ou alguém que tivesse causado vergonha ou desonra para o Estado Romano. A ideia era apagar todos os vestígios da pessoa em questão da vida do império, ignorando sua existência e todos os seus feitos. O romano tinha um orgulho imenso de suas raízes e de ser um cidadão do Império, então ser apagado de toda a história era um dos castigos mais severos que alguém poderia sofrer. Por isso, todos os registros sobre Faliero foram apagados, e isso inclui o seu retrato no Salão do Conselho. Bom... se esse tal “apagamento” funcionou, eu já não sei dizer... Afinal, de todos os doges representados pelas pinturas, o único mencionado nesse texto, é justamente ele! 3- O Paraíso Para finalizar, vamos falar sobre a obra principal do Salão do Conselho. O artista Tintoretto ficou responsável por uma grande parcela da decoração dessa sala... e quando eu falo grande, é grande mesmo... O trabalho de Tintoretto no Salão do Conselho é simplesmente uma das maiores telas do mundo! Ela se chama “O paraíso” e ocupa incríveis 25 metros de largura, por 7,5 de altura – ou seja, praticamente, toda a parede. O paraíso é uma obra que apresenta uma enorme estrutura e a utilização das mais diversas técnicas, o que lhe diferencia dos demais artistas da época. Paraíso destaca um grande contraste de luz e sombra, com a presença de grandes conflitos entre as cores fortes e vibrantes presentes na tela, como o vermelho, o branco, o vinho e o marrom. Acho que não consigo descrever essa obra com outra palavra a não ser impactante! Impactante em talento, em tamanho, em cores... Com certeza o seu passeio pelo Palazzo Ducale não será completo sem parar alguns minutos para admirar essa parede deslumbrante. Visitando o Palazzo Ducale O Palazzo Ducale está localizado na Piazza San Marcos – ou seja, pertinho de outras atrações famosas de Veneza, como a Basílica San Marcos e o Museu Correr, por exemplo! Dessa forma, você pode dividir seu dia de visita à Piazza para conhecer o Palazzo e alguma outra atração da sua preferência! Mas tenha sempre em mente que esse palácio possui muitos detalhes e muita história, ou seja, reserve algumas horas para poder apreciar tudo com calma e absorver tudo da melhor forma possível! Me conte nos comentários: qual dessas três atrações você ficou mais curioso para observar de perto? Lembre-se também de cadastrar seu e-mail no campo abaixo do artigo para ser notificado quando uma novidade aparecer por aqui! Arrivederci!
- A macabra história da Ponte dos Suspiros, em Veneza
Muitos dizem que a ponte é tão bela que arranca suspiros de quem passa por lá, mas a história verdadeira não é bem essa… A Ponte dos Suspiros, em italiano, Ponte dei Suspiri é uma belíssima ponte de pedra, ponto turístico marcante de Veneza! Ela foi projetada pelo arquiteto Antonio Contin e inaugurada em 1603! Ao longo dos anos, muitas teorias surgiram para explicar o nome dado a Ponte! Para alguns, ela é uma obra arquitetônica tão bela que arranca suspiros de quem a admira, para outros, os suspiros vêm dos apaixonados casais que passam de gôndola por debaixo da sua estrutura. A verdade, entretanto, não é tão romântica ou suave assim - eu diria, até, que a história da ponte é um tanto obscura. É exatamente isso que eu vou te contar no artigo de hoje! Aproveite, boa leitura! A história da ponte Inicialmente, os prisioneiros em julgamento em Veneza eram mantidos nas câmaras da prisão subterrânea no Palácio dos Doges — local por onde se acessa um dos lados da ponte. Entretanto, conforme o número de prisioneiros crescia, a prisão foi expandida para um prédio do outro lado do canal chamado Nova Prisão, e a Ponte dos Suspiros foi construída principalmente para transportar os prisioneiros diretamente de seu julgamento para suas celas. É por isso que, o nome da ponte vem dos suspiros dos prisioneiros que cruzaram a ponte a caminho de suas celas de prisão ou câmara de execução, capturando seu último vislumbre da beleza de Veneza através das pequenas janelas. A passarela da ponte também está dividida em duas partes e separada por um muro. Isto foi feito para que os prisioneiros que caminhavam em direções opostas nunca pudessem se ver ou se cruzar. Isso só reforça o quanto a vida de um prisioneiro era solitária e sem esperança! O prisioneiro fugitivo Dar uma rápida olhada pela janela e encarar a execução foi o destino de praticamente todos os prisioneiros, com exceção de um... Giacomo Casanova, escritor e aventureiro italiano, foi feito prisioneiro no (Palácio Ducal) em 1755, e colocado em uma cela minúscula, com a previsão de permanecer por ali por pelo menos 5 anos. Ela havia sido preso na madrugada de 26 de julho de 1755, sob a acusação de levar uma vida dissoluta, de possuir livros proibidos e de fazer propaganda antirreligiosa. Giacomo era conhecido como um mulherengo, aventureiro, e uma de suas mais notáveis aventuras foi justamente escapar de ser mais um homem que dava seus últimos suspiros na Ponte dos Suspiros. Inconformado com a sua prisão, ele começou a cavar um túnel já nos primeiros dias encarneirado. Esse plano, entretanto, falhou quando ele foi trocado de cela. Mas, mesmo com essa adversidade, ele não desistiu, e depois de 16 meses, fugiu por um buraco feito no teto da cela, de onde ele teve acesso aos telhados do Palácio ducal e saiu em fuga rumo à França! Você pode ler tudo sobre essa grande aventura no livro História da Minha Fuga das Prisões de Veneza, com autoria do próprio Giacomo! — pois, sim, ele relatou tudo! A beleza da Ponte dei Suspiri Nem só de histórias trágicas e de épicas aventuras vive a Ponte dos Suspiros — ela também reserva um espaço para o romance! Diz a lenda que o amor eterno estará garantido se você passar por baixo da ponte de gôndola ao pôr do sol com os sinos do campanário de são Marco tocando. Vale a pena tentar… Você não acha? Pelo menos, eu tenho certeza de que a vista será linda! Falando em vista, a maneira mais fácil de ver a Ponte dos Suspiros por fora é visitando uma das pontes vizinhas. A mais fácil de se alcançar é a Ponte Paglia ao lado da Praça São Marco e logo atrás do Palácio dos Doges. Mesmo sendo uma das pontes mais movimentadas de Veneza, vale a pena ir até lá, pois a luz entra por trás e ilumina perfeitamente a Ponte dos Suspiros. É exatamente o que você precisa para uma foto maravilhosa! A Ponte dos Suspiros é um exemplo incrível da história de Veneza, a cidade que cresceu e prosperou em cima da água! Espero que você tenha gostado de aprender um pouco mais sobre esse ponto turístico indispensável da Itália. Lembre-se de deixar seu comentário aqui embaixo, me contando o que você achou do artigo e das histórias que contei aqui! Caso ainda não tenha feito, cadastre seu e-mail no campo logo abaixo do artigo para sempre ficar por dentro das novidades daqui! Arrivederci!
- As 3 mais belas ilhas de Veneza
Veneza foi construída sobre um arquipélago de 118 ilhas, e nesse artigo você vai conhecer 3 delas: as mais belas e importantes! Quem vai a Veneza, não pode deixar de dar um pulinho em 3 charmosas ilhas que também fazem parte da cidade! Muito importantes para a economia de Veneza, acessíveis aos turistas com alguns minutos no vaporetto, elas são pequenas, mas com certeza valem a visita! Estou falando de Murano, Burano e Torcello, ilhas com histórias e características particulares e encantadoras! Vamos agora conhecer as atrações desses lugares que contribuem para fazer de Veneza, uma cidade turística incrível! Murano Murano tem uma história bem particular, vinculada ao crescimento econômico e territorial de Veneza. A ilha foi fundada pelos romanos, e desde o século VI foi habitada por pessoas das comunas de Altino e Oderzo. No início, a ilha prosperou com as atividades de porto pesqueiro e produção de sal, tornando-se um centro de comércio. Mas, no século VIII, tudo mudou. Uma tradição nasceu em Veneza: o trabalho com vidro. Mestres vidraceiros utilizavam areia e fogo para criar peças em vidro. Esse trabalho acabava gerando peças magníficas, e por isso, a demanda desses objetos cresceu cada vez mais, o que acabou preocupando a população de Veneza. Devido ao trabalho ser realizado com fogo, o medo de explosões e incêndios fez com que todos os fabricantes de peças em vidro fossem realocados para a ilha de Murano, em 1291, já que a grande maioria dos edifícios em Veneza eram feitos de madeira. Para preservar o talento e o processo da criação dos vidros e cristais, os vidraceiros receberam benefícios do governo, para que eles não saíssem da Ilha e não divulgassem os segredos dos seus trabalho! Isso fez com que a indústria local se desenvolvesse e Murano chegasse a ser a maior produtora de cristais da Europa! Atualmente, ela conta com 5500 habitantes e a produção de vidro continua sendo o seu forte, além, é claro, do turismo fomentado por visitantes que saem de Veneza para conhecer Murano e seus encantos. Burano Outra pequena ilha próxima à Veneza e acessível através do vaporetto é a encantadora Burano. A ilha de Burano nada mais é do que um pequeno arquipélago com 5 ilhas que são ligadas através de pontes. Ela é muito famosa por suas rendas, que se tornaram as mais famosas de toda a Europa, e pelas charmosas casinhas coloridas! O seu nome tem duas possíveis origens: uma versão diz que o nome deriva do apelido da primeira família que ali se estabeleceu, os Buriana, e a outra que o nome foi dado por habitantes de Buranello, uma ilha 8 km ao sul de Burano. A princípio, Burano não passava de uma pequena ilha de pescadores, mas ela ganhou importância no século XVI, quando as mulheres locais começaram a produzir belíssimas peças artesanais de renda. Esses produtos começaram a ser exportados por toda a Europa, se tornando os preferidos de reis, rainhas e princesas, e com isso a ilha ficou muito conhecida. Essa produção teve um declínio, e a ilha só se recuperou em 1872, quando foi inaugurada uma escola profissional para tecedeiras. Essa escola se chamava Escola dei Merletti, e fez com que o trabalho com renda recuperasse o fôlego e voltasse a ser a atividade mais importante da de Burano. Atualmente, a produção de renda é cada vez mais escassa, e os produtos mais caros. Isso acontece, pois, a produção artesanal leva muito tempo, e são poucas as pessoas que ainda produzem a renda. Nos dias atuais, a ilha conta com cerca de 3 mil habitantes, que dividem as suas ocupações entre a pesca e o turismo. Mesmo assim, em Burano é possível visitar diversas lojas com as famosas rendas à venda, bem como o Museo del Merletto, o Museu da Renda, que fica na Baldassare Galuppi, a praça principal. Além da renda, o que chama bastante atenção em Burano são as casinhas coloridas, que com certeza rendem excelentes fotos! Diz a lenda que elas são pintadas de cores fortes para que os pescadores, ao voltar à noite para a ilha, pudessem identificar as suas casas mesmo sem a luz do sol! As cores vibrantes são uma tradição que remete ao século 16, e segue bem preservada atualmente. Se um morador quiser trocar a cor da fachada da sua casa, por exemplo, precisa pedir uma autorização ao governo, que define quais as cores e tons são permitidos para cada. Torcello A terceira ilha encantadora de Veneza se chama Torcello! Torcello foi uma das primeiras ilhas da lagoa de Veneza a ser habitada após a queda do Império Romano, já que os habitantes do norte da Itália fugiam do continente para escapar das invasões bárbaras. Torcello se desenvolveu rapidamente e chegou a ser um importante centro comercial, com a grande produção de sal e de lã. A cidade chegou a contar com 20.000 habitantes, virou sede episcopal e detinha o poder sobre outras ilhas, que na época eram menos importantes, como Mazzorbo e Burano A partir do século XII, o aumento dos pântanos e uma epidemia de malária acabou reduzindo o crescimento de Torcello, e a população que aos poucos foi abandonando a ilha. Os sobreviventes tiveram de fugir para as ilhas próximas e para Veneza para se defenderem da doença. Atualmente, Torcello é quase que totalmente formada por paisagens rurais. O principal ponto turístico da cidade é a Basílica de Santa Maria dell’Assunta. Nela, podemos contemplar maravilhosos mosaicos bizantinos dos séculos XII e XIII. A basílica, fundada em 639, ainda conserva um pórtico com arcos do século IX! Se você quiser ter uma boa vista da lagoa e tirar algumas fotos, você pode subir ao campanário e também visitar o museu da basílica. Outro ponto interessante dessa pequena ilha é a Ponte del Diavolo, a ponte do diabo, que carrega uma história bem assustadora. A lenda conta que na época da invasão austríaca uma jovem veneziana se apaixonou por um soldado austríaco, mas sua família era contra o relacionamento e fez de tudo para impedir a união, levando-a embora de Veneza. Mais tarde, a jovem descobriu o assassinato de seu amado, entrou em greve de fome e estava quase morrendo quando por influência de um amigo de família, procurou uma bruxa. Assim, as duas fizeram um pacto: a jovem e a bruxa ofereceriam ao diabo a alma de 7 crianças em troca do soldado austríaco e o ponto de encontro para a troca era exatamente a ponte de Torcello. A jovem teve o seu amor de volta, mas a bruxa foi morta e nunca apareceu para acertar as contas com o diabo. Por isso, dizem que todo dia 24 de dezembro, o diabo se apresenta na ponte para procurar pela bruxa e ter sua parte do combinado! A ponte é uma das duas pontes de toda a Veneza que restaram como eram antigamente, sem parapeito ou proteção. Visitação É possível visitar as três ilhas no mesmo dia, já que você demorará em torno de duas horas para conhecer cada uma delas. Os bilhetes para o vaporetto, o barco que funciona como o ônibus de Veneza, custa 20 euros e dura 24 horas. Na Piazza San Marco há diversas agências que vendem excursões para as ilhas e o passeio custa cerca de 20 euros, a excursão dura 4 horas. Espero que você tenha gostado de conhecer mais sobre essas encantadoras ilhas, que com certeza tornam Veneza um destino ainda mais atrativo e encantador! Lembre-se de deixar seu comentário aqui embaixo me contando o que achou do artigo! Arrivederci!
- A história da família mais poderosa da Itália
Os Médici construíram um verdadeiro império, e são os principais responsáveis pelo triunfo de Florença! Firenze (Florença) nem sempre foi uma potência na Europa — no ano de 1348, ela foi infelizmente atingida por uma doença muito contagiosa, conhecida como Peste Negra! A falta de trabalhadores resultou na perda das colheitas, o que acabou gerando fome, e, por consequência, gerou também uma grande crise econômica em Firenze, que permaneceu em decadência até a família Médici assumir o controle no século quinze. Os Médici foram uma família de banqueiros que comandaram Firenze, reergueram a cidade e foram importantíssimos no movimento renascentista. Eles foram os donos do Banco Médici, principal instituição econômica da história da cidade! E eu vou te contar como eles conquistaram tudo isso! Vem comigo! A origem dos Médici A história dessa família poderosa começa com Giovanni di Bicci de Medici, o patriarca, que tinha um cargo muito importante no governo de Firenze. Ele era gonfanoleiro, ou seja, ele comandava as forças armadas da cidade, entre outras atribuições. Foi ele quem fundou o banco Médici, e deixou para os filhos Cosimo e Lorenzo um verdadeiro império! Giovanni foi um grande homem de negócios, e o Banco Médici abriu filiais por toda a Europa. Ele morreu em 1428, com 68 anos e uma excelente reputação na cidade, o que contribuiu para o sucesso dos seus descendentes. Após o falecimento de Giovanni, seu filho Cosimo assumiu os negócios da família. Ele também fez um excelente trabalho, manteve a riqueza que seu pai havia acumulado, mas uma ditadura imposta pela família Albizzi o fez se afastar de Firenze. Os Albizi e outros membros de classe alta da cidade acusavam Cosimo de querer derrubar o governo e agir contra as oligarquias de Firenze – ou seja, contra as famílias que detinham o poder naquela época. Isso fez Cosimo deixar a cidade em 1433. O triunfo de Cosimo Depois de passar um ano exilado em Veneza, Cosimo de Médici retornou à Firenze e foi recebido com muita festa pelo povo, pois ele já era famoso e considerado um benfeitor. Esse retorno triunfal foi o começo do fim do governo republicano na cidade, pois, aos poucos, Cosimo foi usando sua alta quantidade de dinheiro para apadrinhar a classe média! Além disso, ele se aliou aos poderosos da cidade, e ganhou a confiança de todos, o que acabou dando à família Médici ainda mais poder, até chegarem ao comando de Firenze, em um domínio que durou quase 300 anos. A Fortuna de Cosimo de Médici era tão grande que ele se tornou simplesmente o homem mais rico de toda a Europa. Inclusive, nessa época Firenze já havia se tornado uma cidade extremamente rica, e além do Banco Médici, haviam também dezenas de outros bancos que emprestavam dinheiro até para reis, imperadores e papas. Isso fez com que Firenze se tornasse mais rica do que a própria Inglaterra. A influência no movimento renascentista Com seu dinheiro, os Médici fizeram de sua família uma instituição que mandou e desmandou na política, na arte e até na religião. A fama e a aprovação do comando da cidade pelos Médici eram tão grandes que ninguém se opôs quando o poder passou para o filho de Cosimo, Piero, e logo depois para o neto, Lorenzo. Conhecido como O Magnífico, Lorenzo levou o governo dos Médici ao auge em 1469. Muito culto, interessado em leituras de temas como filosofia, poesia e arte em geral, ele também era um diplomata nato e ótimo negociador. Ele atraiu comerciantes judeus para a cidade e trouxe os melhores artistas da época para Florença, o que fortaleceu ainda mais a economia local. Esse foi um passo essencial para o Renascimento, movimento artístico que marcou a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Ali, surgiram nomes como Michelangelo, Donatello, Brunelleschi, Sandro Botticelli, Nicolau Maquiavel, Leonardo da Vinci e diversos outros grandes pintores, escultores e arquitetos famosos. Firenze foi o centro transmissor de arte e cultura na época do Renascimento, pois muitos artistas italianos foram para outros países da Europa e acabaram espalhando os conhecimentos sobre estilos e técnicas de pintura e escultura desenvolvidos na cidade. Este fato fez com que o Renascimento não ficasse restrito à Península Itálica, espalhando-se por vários países. Obviamente, isso gerou uma herança cultural impressionante, que ainda pode ser observada atualmente em Firenze. São inúmeros palácios, galerias de arte, museus e edifícios históricos. A consolidação de uma dinastia Mesmo tanto anos depois, a história e o nome da família Médici ainda é muito celebrado em Florença. Na cidade, você pode visitar diversos museus e locais que foram influenciados por essas figuras. Dica: Se você gosta de assistir filmes e séries, e quer descobrir mais sobre a história dessa incrível família, eu sugiro a série Medici: Masters of Florence (disponível na HBO Max e Claro TV)! Na trama, Cosimo de Médici acaba tendo que assumir o Banco de Médici, pois seu pai e dono do lugar, é assassinado misteriosamente. É uma indicação perfeita para quem gosta de desvendar mistérios e suspense, e é claro, de história! Confira um pequeno trailer abaixo: Espero que você tenha gostado de conhecer um pouco mais afundo a história dos Médici! Como sempre, vou pedir para você deixar um comentário aqui abaixo, me contando o que achou do artigo e dando a sua opinião! Nos vemos nos próximos posts! Arrivederci!
- A história de Calígula: o Imperador mais cruel de Roma
Extravagante, louca e pervertida: a história de Calígula é comumente descrita dessa forma, mas será que a verdade é realmente essa? A história de Calígula, ou Caio Júlio César Augusto Germânico é uma das mais polêmicas do Império Romano! Ele foi o terceiro imperador membro da dinastia júlio-claudiana, e mesmo passando apenas 3 anos neste posto, deu o que falar. Muitos são os imperadores romanos lembrados por comportamentos polêmicos. Heliogábalo, que utilizava carruagens puxadas por escravos, Cômodo, que, além de governante, era gladiador no Coliseu - e é claro, o tirano e extravagante Nero. Entretanto, a história de Calígula conhecida não é baseada em registros históricos oficiais. Ao longo dos anos, muitas especulações foram feitas. Elas ajudaram a traçar o perfil dessa figura tão icônica na história do Império Romano, e eu vou te contar todos os detalhes no artigo de hoje! Andiamo! A Origem de Calígula Caio Júlio César Augusto Germânico, conhecido por Calígula, nasceu em Anzio, na região do Lácio, no centro-oeste da Itália, no dia 31 de agosto do ano 12. Ele foi filho de Agripina e de Germânico César, membro da dinastia Júlio-Claudiana, considerado um dos melhores generais do Império Romano. Pela linha materna, Calígula era bisneto de Augusto, pois sua mãe, Agripina, era filha de Marco Vipsânio Agripa, o grande amigo e braço-direito do primeiro imperador, e de Júlia, “a Velha”, a única filha e descendente de Augusto. Por esse motivo, Caio Júlio cresceu em meio aos acampamentos militares, e foi lá que recebeu seu tão famoso apelido: Calígula, ou, "botinhas". Vestido com roupas militares pelo pai, os demais soldados fizeram uma alusão às pequenas sandálias militares ou "caligae", que o jovem usava. Em outubro de 14, durante uma expedição à Síria, seu pai teria sido envenenado ou contraído malária - a causa ainda é incerta, mas o fato é que ele acabou falecendo. Após esse falecimento, Calígula foi adotado como herdeiro pelo imperador Tibério, seu tio-avô. Em 33, foi nomeado seu sucessor. A história de Calígula como imperador começa no ano 37, com a morte de Tibério. Calígula foi aclamado imperador romano pelo povo e pelo Senado, e foi bem recepcionado pelo povo e pelo exército, que se mantinha fiel ao seu pai. A história de Calígula no Império Romano De início, tudo correu bem. O governo de Calígula foi considerado próspero nos primeiros meses. De acordo com alguns historiadores, ele respeitou o Senado ao devolver à Assembleia popular o direito de eleger os magistrados. Além disso, ele decretou amplas anistias para aqueles que haviam sido condenados durante o mandato de Tibério e organizou grandes espetáculos circenses. As coisas começaram a "desandar" ainda no ano de 37, quando Calígula foi vitimado por uma doença. A partir de então, ele começou a mostrar sinais de desequilíbrio mental e seu caráter autoritário começou a vir à tona, assim como as suas extravagâncias. Infelizmente, não existem textos antigos que fornecem detalhes precisos sobre a misteriosa doença dele. Assim sendo, não podemos afirmar a sua real natureza – isto é, se tratava-se uma doença infecciosa, congênita, física ou mental. As excentricidades Contrariando os senadores ricos e fazendo uma clara oposição a eles, ele condenou sem processo o seu primo Tibério Gemelo e o chefe dos pretorianos Macrón. Em adição, os cofres do Império começaram a se esvaziar aos poucos, ao cobrir despesas de festas e pagamento de tropas. A solução de Calígula para esses problemas foi um tanto quanto polêmica: Ele aumentou os impostos de maneira exagerada e ordenou a execução, por diferentes motivos, dos romanos mais ricos, com o intuito de ficar com seus bens. Obcecado pelo poder e pela religião do Egito, ele chegou a se considerar uma divindade! Com isso, mandou colocar suas estátuas em vários templos, entre eles o de Jerusalém. Por esse motivo, ele ordenou a construção de uma ponte entre o palácio e o templo de Júpiter, para que ele pudesse conversar com uma divindade. A partir daí, ele também começou a aparecer em público vestido como vários deuses e semideuses, como Hércules, Mercúrio, Vênus e Apolo. Em adição, as cabeças de várias estátuas de deuses foram removidas e substituídas pelas de Calígula. Uma outra despesa enorme foi a construção de dois enormes navios, para serem usados como templo e palácio. Esses barcos tinham mais de 70 metros de comprimento! Calígula teve quatro esposas: Júnia Claudilla, Lívia Orestila, Lólia Paulina e Milônia Cesônia. Com esta última teve sua única filha: Júlia Drusila. Apesar disso, entre as acusações que pairavam sobre ele, está a de cometer incesto com suas irmãs. Outro exemplo famoso da excentricidade de Calígula é a relação dele com seu cavalo: Incitato. Dizem que o imperador gostava tanto do animal que o nomeou como cônsul! A morte de Calígula Com todas essas medidas polêmicas, e à medida que as ações de Calígula se tornaram mais controversas, o povo de Roma começou a odiá-lo e desejou retirá-lo do poder. Neste mesmo período, um dos soldados da Guarda Pretoriana começou a planejar o desaparecimento de Calígula. Em 24 de janeiro de 41, há 1979 anos, um grupo de guardas o atacou após as celebrações dos Jogos Palatinos. Não se sabe ao certo quem o atacou primeiro, no entanto, a única coisa que se tem certeza, é de que o imperador foi esfaqueado mais de 30 vezes e morreu no local do atentado. Logo após, foi jogado em uma cova rasa. Após sua morte, o Senado pressionou para que Calígula fosse apagado da história romana, ordenando a destruição de suas estátuas e movendo-se rapidamente para restaurar a República. Entretanto, em uma reviravolta, a população de Roma se sentiu injustiçada, e exigiu vingança contra aqueles que assassinaram seu imperador. O tio de Calígula, Cláudio, assumiu o seu posto e ordenou a morte de todos aqueles envolvidos no assassinato. A história da Calígula: Loucura ou crueldade? Os relatos envolvendo Calígula são diversos, e por ele ter sido uma pessoa que viveu há muitos anos atrás, obter informações comprovadas se torna quase impossível. Apesar das polêmicas, ele foi uma figura que marcou a história do Império Romano, e até hoje é citado e estudado quando tratamos desse tema. Você já conhecia a história de Calígula? Me conte nos comentários! Lembre-se também de cadastrar seu e-mail para receber as atualizações aqui do blog! Arrivederci!
- Porque visitar a Galleria degli Uffizi em Florença
Florença é o lar de diversos museus incríveis, por isso, visitar a Galleria degli Uffizi não pode ficar de fora do seu passeio! Para quem se interessa por arte e história, uma ação obrigatória em Florença é visitar a Galleria degli Uffizi! Esse é um museu situado nos arredores da Piazza della Signoria, em frente ao Rio Arno. Essa é mais uma prova de que, quem conhece Florença tem a oportunidade de conhecer também alguns dos museus mais importantes do mundo! Essa é a cidade berço do renascimento, onde vários artistas famosos começaram suas carreiras. Conhecida também como “Galeria dos Ofícios” ou “Galeria dos Escritórios”, ao falar em visitar a Galleria degli Uffizi estamos falando em conhecer o museu mais visitado de toda a Europa! Tudo isso, é claro, tem um motivo: são inúmeras obras de arte que podem ser admiradas pelos corredores da galeria, e eu vou contar tudo aqui nesse artigo! A história da galeria A Galleria degli Uffizi possui um acervo valiosíssimo com obras de arte do período do renascimento. Mas afinal, como toda essa história começou? Bom, as repúblicas de Siena e Florença sempre foram rivais nas Guerras da Itália, uma série de batalhas que aconteceram pela península italiana entre 1494 e 1559. Em 2 de agosto de 1544, uma batalha muito sangrenta e violenta aconteceu entre as duas repúblicas, que ficou conhecida como a Batalha de Scannagallo, ou batalha de marciano. A batalha foi travada entre o exército franco-sienense, sob o comando de Piero Strozzi, e o exército Hispano-Medici contratado pelo imperador Carlos V, sob o comando de Cosimo I de Medici. O exército sienense perdeu, e essa derrota foi o início da conquista de Florença sobre Siena, já que apenas 5 anos depois a República Sienense finalmente se rendeu. Essa fusão da República de Siena com o ducado de Florença acabou gerando o Grão-Ducado da Toscana, cujo primeiro Grão-duque foi Cosme I de Medici. Com o aumento do trabalho legislativo do governo, um projeto que pretendia reunir em um só lugar os escritórios administrativos de Firenze foi encomendado. O arquiteto responsável pela obra foi Giorgio Vasari, e a construção foi erguida no formato da letra U, com extensos corredores. Francesco I, como um bom Médici, também era apaixonado por artes. Por esse motivo, ele começou a utilizar o andar superior do edifício para armazenar e expor algumas das obras de arte da família. A coleção começou a crescer e o andar superior foi dividido em salas para armazenar as obras adequadamente. Em 1743, a última Medici, Anna Maria Luisa de Medici, assinou o Pacto de Família que transferiu tudo ao estado da Toscana e garantiu que nenhuma das obras de arte deixasse Florença. O museu como o conhecemos foi inaugurado em 1769, embora algumas obras tenham sido transferidas para outros museus de Florença. O Novo Projeto Uffizi garantiu que novas salas fossem acrescentadas e que mais coleções estivessem em exposição. A magia de visitar a Galleria degli Uffizi Pode parecer estranho, mas a sua visita à Galeria Uffizi começa no segundo andar, e não no primeiro. Lá estão as salas que vão da numeração 1 até a 45. Todas as salas estão ao longo de uma planta em forma de U, ladeadas por três corredores. O segundo andar é onde se exibe a coleção principal da Galeria e inclui uma variedade de obras de arte, desde estátuas antigas até pinturas pertencentes à Coleção Medici. Isso significa que por lá, você vai encontrar as obras de Leonardo Da Vinci incluindo a Adoração dos Reis Magos e o Batismo de Cristo. Uma das maiores coleções é a de Botticelli, com mais de 15 obras expostas, incluindo o Nascimento de Vênus e A Primavera. Por lá você pode admirar também uma sala de miniaturas, relíquias na sala de arqueologia, uma sala de mapas antigos e outras obras de arte, incluindo as de mestres como Lippi, Pollaiolo, Perugino, Signorelli, Bellini, Giorgione, Mantegna e Correggio. Depois disso, é hora de partir para o primeiro andar. Por lá tem uma coleção menor de exposições, essencialmente divididas em quatro seções. As salas Azuis, exibem artistas estrangeiros, principalmente do século 16 ao 18. Estes artistas incluem holandeses como Rembrandt, Schalken e Gerrit Dou, espanhóis como Goya e Ribera, e franceses como Chardin, Fabre e Liotard. As Salas Vermelhas incluem pinturas e esculturas de mármore. Os artistas expostos nestas salas incluem Raphael, Andrea del Sarto, Rosso Fiorentino, Pontormo, Vasari e Allori. As conhecidas como Carravaggesque incluem as obras de Caravaggio e seus conhecidos. Neste andar está também o Varanda sobre o Arno, um longo corredor com três magníficas esculturas - Vaso Médici, Mars Gravidus e Silenus. O que admirar ao visitar a Galleria degli Uffizi Bom, acho que já ficou nítido o quanto a Galleria degli Uffizi está recheada com obras de arte magníficas. Vamos agora conhecer um pouquinho mais sobre as principais e mais famosas pinturas que você pode admirar por lá? O nascimento de Vênus A obra “O Nascimento de Vênus” é simplesmente um dos maiores símbolos do renascimento, se não o maior. Ela foi produzida entre 1482 e 1485, encomendada Lorenzo di Pierfrancesco. Lorenzo era uma figura importante na sociedade italiana, atuava como banqueiro e político e encomendou com Botticelli uma peça para decorar a sua casa! É até irônico pensar que um quadro cujo objetivo inicial era simplesmente decorar um cômodo, hoje é uma obra-prima situada na história como uma das pinturas mais importantes de todos os tempos. Para compor essa tela, Botticelli buscou inspiração na antiguidade clássica. O quadro apresenta também duas características fortes do Renascimento: a elaboração da técnica da perspectiva e da profundidade. Vejam só como a protagonista do quadro se encontra grande, em primeiro plano, quando comparada com a paisagem do oceano ao fundo. Botticelli foi um artista muito inovador. Ele foi o primeiro a pintar uma mulher nua que não fosse Eva, num gesto bastante polêmico para a sua época. Ele foi também um dos primeiros artistas a pintar quadros mitológicos, que faziam um elogio à cultura pagã, iniciando uma verdadeira renovação no período do Renascimento. Não satisfeito com essas novidades, Botticelli foi ainda dos primeiros criadores a pintar quadros sobre tela na Toscana. Até então as imagens eram costumeiramente pintadas na parede ou sobre madeira. A medusa A Medusa é uma das pinturas mais procuradas da Gelleria Degli Uffizi. Ela é uma tela redonda e foi pintada em 1597, encomendada como um presente ao Grão-Duque Ferdinando I de Medici. A obra retrata a personagem mitológica Medusa, que tem a capacidade de transformar homens em pedra e tem cobras venenosas como cabelo. A pintura mostra o momento exato em que sua cabeça foi decapitada. O artista responsável por essa obra-prima é ninguém mesmo do que Caravaggio. Ele foi um importante pintor italiano que se consagrou no estilo barroco. Essas representações com contrastes fortes entre pontos de luz, é claro, chocou a sociedade na época, que afirmava que as pinturas eram muito rudes. Para pintar a medusa, Caravaggio utilizou como modelo o seu amigo Mario Minniti. O que mais chama a atenção na obra é com certeza o seu realismo e a sua dramaticidade. Essa é considerada a obra mais sangrenta do pintor, e justamente por isso é parada obrigatória a quem visita a Galleria degli Uffizi! Como visitar a Galleria degli Uffizi? Aposto que com tudo que você aprendeu por aqui, a vontade de visitar essa atração turística de Firenze cresceu muito, não é mesmo? Bom, a galeria Uffizi tem duas entradas, uma para os ingressos pré-reservados e outra para os ingressos comprados no local. Se você comprou online, por exemplo, você pode ir diretamente para a Porta 3, onde poderá mostrar sua reserva e pegar seus ingressos para ir até a galeria. Se você ainda não reservou seus ingressos on-line, então terá uma longa espera pela frente, pois terá que parar perto da Porta 2. Estas filas podem se estender por longas distâncias, especialmente durante o pico da temporada de verão. A Porta 1 é reservada para grandes grupos, grupos escolares e passeios especiais. Visitar a Galleria degli Uffizi é uma experiência extraordinária de manifestação e expressão cultural, que ensina a aperfeiçoar a maneira como vemos o mundo e como nos relacionamos com ele em todos os tempos de nossa história. Espero que tenha gostado de aprender sobre esse que é um dos museus mais famosos do mundo! Lembre-se de deixar seu comentário aqui no artigo me contando o que achou da leitura! Arrivederci, ci vediamo!
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